Os participantes do Enem 2025 encaram neste domingo (16/11) as provas de matemática e ciências da natureza, tradicionalmente consideradas as mais difíceis do exame. A correção segue a Teoria de Resposta ao Item, que valoriza a coerência no padrão de acertos. Na prática, quem acerta questões muito difíceis também precisa acertar as mais fáceis; quando isso não acontece, a pontuação pode cair. Por isso, especialistas recomendam priorizar as perguntas fáceis e médias antes de avançar para as mais complexas.
O professor de estratégia de prova João Gabriel explica que, para muitos estudantes, começar por biologia pode ser uma boa saída. “Em Ciências da Natureza, se o aluno tiver dificuldade, a dica é começar pela parte teórica, especialmente biologia, que costuma ser mais acessível. Quem tem mais facilidade já pode ir eliminando alternativas. A prioridade é a teoria porque matemática é puro cálculo. Se você passa muito tempo fazendo contas e depois encara mais cálculos em natureza, o cansaço chega rápido. E a maioria não termina as provas do segundo dia por falta de tempo, não necessariamente por falta de conhecimento”, afirma.
O professor também dá dicas específicas para a prova de Matemática.
“Você vai pular análise combinatória, log, juros compostos, probabilidade. São matérias mais difíceis. E você vai priorizar as matérias mais fáceis: porcentagem, gráfico, tabela, geometria. Em geral, o Enem tem, das 45, 32 questões de conteúdos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escola pública. Então, isso já te garante mais ou menos 800 pontos em Matemática se você acerta as mais fáceis e médias.”
A professora de Biologia e especialista em estratégia de prova, Marissa Machado Borges, orienta o candidato a não evitar certas matérias.
“Ele não deve assumir uma estratégia de ‘ah, eu não faço questões de Física, por exemplo, porque são questões que para mim são muito difíceis’. Dentro da Física também vão existir questões de proficiência baixa. Elas não aparecem necessariamente na ordem. Portanto, ele pode começar às vezes e se deparar com uma questão de uma proficiência muito alta. E isso vai desestabilizá-lo? Não. Ele tem que entender que ali, ao longo da prova, tem questões de proficiência baixa.”
A professora Marissa aconselha a deixar os 30 minutos finais para passar o gabarito., ao invés de marcar cada resposta ao término de cada questão.
“Existe um risco em fazer isso, porque como não necessariamente você executa essas questões na ordem com que elas aparecem, pode ser que na hora de passar para o gabarito você passe num local errado. E daí, você tinha acertado aquela questão, mas não vai mais. Porque a próxima você já perdeu por colocar o gabarito no local errado.”
Então agora é final. Faça suas últimas revisões, leia o edital mais uma vez, confira tudo o que você pode e deve levar, confirme o local de prova e bom exame.
Fonte – Agência Brasil
Foto – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil




