O esporte e o bem-estar estão cada vez mais presentes nos planos de viagem dos brasileiros. Um estudo do Ministério do Turismo, em parceria com a Nexus, mostra que essas modalidades estão entre as que mais influenciam a escolha do próximo destino. O turismo de bem-estar aparece com 15% do interesse, enquanto o turismo esportivo soma 14%, revelando uma mudança no perfil do viajante.
Essa tendência não se limita ao Brasil. Pesquisas internacionais também apontam que viajar em busca de saúde, qualidade de vida e experiências esportivas ganhou força nos últimos anos. Um levantamento global da Priority Pass indica que quase metade dos viajantes escolhe o destino motivado pelo bem-estar, enquanto outros combinam esporte e descanso em uma mesma viagem.
Com uma biodiversidade única, o Brasil se destaca nesse cenário. O turismo de bem-estar inclui desde roteiros gastronômicos e spas até resorts e experiências ligadas à natureza e à sustentabilidade. Valorizar práticas sustentáveis e iniciativas de base comunitária tem sido uma das prioridades do Ministério do Turismo, especialmente em regiões que aliam natureza e cultura local.
O Plano Nacional de Turismo 2024–2027 reforça esse caminho ao colocar a sustentabilidade no centro das políticas do setor. Entre as ações estão o mapeamento inédito do turismo em comunidades indígenas e o incentivo a roteiros que valorizam a cultura afro-brasileira, como o Programa Rotas Negras, que também estimula geração de renda e inclusão social.
Já o turismo esportivo movimenta uma ampla cadeia econômica. Visitas a estádios, centros de treinamento e museus esportivos impulsionam hotéis, bares, restaurantes, transportes e o setor aéreo, mostrando que o esporte vai muito além das quatro linhas e se conecta diretamente com o desenvolvimento do turismo.
No país do futebol, essa paixão se transforma em atração turística. Mais do que assistir a um jogo, o visitante busca viver a experiência que faz parte da identidade brasileira. Estádios icônicos como Maracanã, Mané Garrincha, Beira-Rio, Castelão e Mangueirão integram a Rota de Futebol do Mercosul, conectando o Brasil aos países vizinhos e fortalecendo o turismo esportivo no continente.
DIAS
Entre os entrevistados, 60% afirmam que relaxar, recarregar as energias e se desconectar da rotina são os principais motivos para esse tipo de deslocamento. Também aparecem como fatores relevantes o cuidado com a saúde mental, a cura emocional, a melhora da condição física e a pausa no uso excessivo da tecnologia. Conforme a pesquisa da Priority Pass, 64% dos turistas que optam por viagens de bem-estar permanecem cinco dias ou mais no destino, o que contribui para maior consumo de serviços e experiências locais.
No caso do turismo esportivo, a emoção de acompanhar eventos ao vivo é o principal atrativo, motivando 49% dos viajantes desse perfil. Segundo o levantamento, 62% dos turistas esportivos permanecem até quatro dias no destino, o que reforça o potencial desse segmento para impulsionar o fluxo turístico em períodos estratégicos do calendário esportivo.
ECONOMIA
Se o momento do turista é de relaxar e mergulhar no universo esportivo, para outros é a hora de faturar. Em 2025, o setor encerrou o ano com cerca de 1,9 milhão de admissões com carteira assinada no país, totalizando um saldo positivo de mais de 80 mil novos empregos formais. Somente de janeiro a outubro do ano passado, o turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões, o maior valor já registrado.
Os dados reforçam o papel do esporte e do bem-estar, além de outros setores, como vetores estratégicos para o fortalecimento do turismo brasileiro, ampliando oportunidades de desenvolvimento regional, geração de emprego e diversificação da oferta turística no país.
Já em relação ao turismo internacional, o Brasil também alcançou o maior volume de receitas da história com o segmento. De janeiro a dezembro do ano passado, os gastos de visitantes de outros países somaram cerca de US$ 7,9 bilhões (R$ 41,5 bilhões), um crescimento de 7,1% em relação a 2024.
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa da Priority Pass ouviu 12.557 viajantes de 20 mercados, entre os dias 05 e 26 de setembro de 2025. No Brasil, foram 525. Os demais países que participaram foram Canadá (522), Colômbia (525), Alemanha (509), Hong Kong (RAE) (524), Índia (1050), Indonésia (1049), Itália (525), Japão (521), México (525), Países Nórdicos (Suécia, Noruega e Dinamarca, 531), Peru (521), Arábia Saudita (526), Singapura (523), Coreia do Sul (517), Tailândia (525), Turquia (525), Emirados Árabes Unidos (516), Reino Unido (1049) e Estados Unidos (1049).
Fonte – Ascom
Edição – Coopnews
Foto – Freepik




