Ciência e Tecnologia

Estudo afirma que Cheirar lágrimas das mulheres reduz agressividade nos homens

Liderada por Shani Agron, do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, a pesquisa partiu de uma hipótese: a de que as lágrimas dos humanos agiriam como as dos roedores. Neste grupo de mamíferos, as secreções das fêmeas têm sinais químicos que podem bloquear a agressão masculina. Esse é um exemplo de quimiossinalização social, um processo que é pouco comum (ou menos compreendido) em humanos.

“As lágrimas humanas contêm um sinal químico que diminui a testosterona masculina, mas sua importância comportamental não estava clara”, escrevem os autores no estudo, notando que a redução da testosterona está associada à redução da agressividade.

Para analisar essa ideia, os cientistas expuseram um grupo de homens a lágrimas emocionais de mulheres ou a soro fisiológico enquanto eles participavam de um jogo em dupla. Essa competição havia sido especialmente projetada para provocar um comportamento agressivo de um jogador contra o outro – no caso, os participantes foram levados a acreditar que havia uma trapaça. Assim, no momento oportuno, eles poderiam se vingar do outro jogador fazendo-o perder dinheiro

Durante o experimento, os homens eram convidados a cheirar uma solução, a qual poderia ser tanto soro fisiológico quanto lágrimas emocionais de mulheres (seis voluntárias com idades entre 22 e 25 anos ofereceram as amostras). Os homens não sabiam o que estavam cheirando e não poderiam distinguir entre as lágrimas e a solução salina, já que ambas são inodoras.

No fim, os pesquisadores notaram que o comportamento agressivo de busca de vingança durante o jogo caía mais de 40% após os homens cheirarem as lágrimas fornecidas pelos cientistas.

 

 

Texto – Revista Galileu

Foto – Divulgação

 

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