Ciência e Tecnologia

Evento internacional reúne em Manaus representantes de dez países para debater educação ambiental e justiça climática

O congresso se consolida como espaço de articulação política e pedagógica da educação ambiental nos territórios de língua portuguesa.
Com presença confirmada da ministra Marina Silva, congresso integra agenda preparatória da COP30.
A atividade vai reúnir mais de 1,6 mil participantes entre os dias 21 e 25 de julho em Manaus.

A cidade de Manaus será palco, entre 21 e 25 de julho, do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa , considerado o maior evento da lusofonia voltado para a temática socioambiental. A iniciativa reunirá mais de 1,6 mil participantes de dez países, com representações de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

Integrado à agenda preparatória da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) , o congresso tem como tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver” . A programação conta com painéis temáticos, workshops, minicursos, conferências, sessões de apresentação de trabalhos científicos, apresentações e materiais audiovisuais, visitas a comunidades locais, além do lançamento de livros e atividades culturais que valorizam a sociobiodiversidade amazônica. “Queremos que cada participante viva experiências transformadoras, conectando-se com saberes ancestrais, práticas pedagógicas inovadoras e territórios que enfrentam diariamente os efeitos da crise climática”, afirma Marília Torales , professora da Universidade Federal do Paraná e uma das coordenadoras gerais do evento.

Entre os destaques estão a participação da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva , na sessão oficial (21/07, 18h30) e na conferência de abertura (22/07, 8h), e a conferência de encerramento com o pesquisador espanhol Carlos Taibo (25/07, 16h), referência mundial em decrescimento, democracia radical e justiça climática.

Diversidade de vozes e territórios da lusofonia

Mais do que um encontro acadêmico, o congresso se consolida como espaço de articulação política e pedagógica da educação ambiental nos territórios de língua portuguesa. Ao todo, 15 eventos integrados – encontros colaborativos com foco em políticas públicas, redes de sustentabilidade, educação formal e não formal, e experiências comunitárias nos países da lusofonia – antecedem a programação oficial.

Também estão previstos mais de 70 espaços de formação com workshops e minicursos voltados para troca de metodologias, saberes e experiências. Outro destaque será o conjunto de atividades de convivência e aprendizagem com comunidades locais (24/07), quando os congressistas poderão conhecer experiências comunitárias da região amazônica.

Além disso, o evento conta com painéis temáticos, apresentações de comunicações científicas e materiais audiovisuais, mesas-redondas e atividades culturais.

Educação ambiental como política pública

Toda a programação está articulada em cinco eixos temáticos que irão compor a Carta de Manaus , documento político-pedagógico que será construído durante o congresso. Os eixos abordam desde os compromissos internacionais com as políticas públicas de educação ambiental até o papel das comunidades tradicionais e da justiça climática global e local. “O convite que a ministra Marina Silva dirige para outros oito países de língua portuguesa e à comunidade da Galiza simboliza o compromisso político e pedagógico do Brasil com as questões ambientais em um momento decisivo”, avalia Marcos Sorrentino , diretor de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e um dos coordenadores gerais do congresso.

A iniciativa é organizada pela RedeLuso, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação/Ascom

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