Cultura

Exposição ‘Trajetórias’ movimenta o Centro Cultural Banco da Amazônia com oficinas criativas para crianças neste domingo (26)

Arte e imaginação ganham espaço com oficina de desenho aberta ao público.
Oficina de escrita estimula criatividade e expressão entre crianças.
Programação gratuita tem vagas limitadas e inscrição online.

Uma manhã dedicada à criatividade, ao aprendizado e ao encontro com a arte. A exposição “Trajetórias”, em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia, promove neste domingo (26) uma programação especial voltada para crianças, reunindo atividades que estimulam a imaginação e a expressão artística. A proposta é transformar o espaço cultural em um ambiente vivo, acessível e cheio de descobertas para o público infantil.

Crianças a partir dos 7 anos de idade podem participar da “Oficina de Desenho e Escrita: representações negras nas artes”, que ocorrerá no Centro Cultural Banco da Amazônia, no próximo domingo (26), às 10h. A programação gratuita faz parte do ciclo de atividades da exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense, que segue aberta no centro cultural até 14 de junho, com curadoria de Vânia Leal, congregando mais de 60 anos de história das artes visuais produzidas no Pará. O início da mostra marca os seis meses do Centro Cultural Banco da Amazônia e é a primeira exposição selecionada no I Edital de Ocupação 2026-2027 do espaço cultural.

Com obras do colecionador Eduardo Vasconcelos, a exposição Trajetórias reúne mais de 130 artistas da cena contemporânea do Pará presentes na Coleção Eduardo Vasconcelos. Segundo Eduardo, que coleciona desde 2011 — e hoje possui um acervo de mais de 900 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras e objetos diversos — a programação deste domingo será um marco, pois o público participante será estimulado a refletir, conversar e criar a partir das obras da exposição. “Uma dessas obras é a do artista Maurício Igor. Os participantes serão acionados pelas questões centrais que perpassam o trabalho, como por exemplo, o fortalecimento e afirmação da identidade negra no Brasil, e, principalmente, na Amazônia”, explica.

“Na oficina iremos falar sobre a obra de Mauricio Igor, sobre o fortalecimento da identidade negra no Brasil e na Amazônia paraense, representação e antirracismo, e, a partir disso, as crianças serão convidadas à criação de escritas e desenhos em diálogo com as discussões e questões acionadas durante a atividade”, detalha Emerson Caldas, coordenador educativo da exposição Trajetórias.

Como curadora, Vânia Leal entende esta ação como uma extensão viva da exposição, onde a obra deixa o espaço expositivo para se desdobrar no encontro com o público. “Ao trazer o trabalho de Maurício Igor como ponto de partida, buscamos ativar não apenas uma leitura estética, mas um campo de escuta e consciência sobre as urgências que atravessam a afirmação da identidade negra, especialmente na Amazônia”, avalia.

“A proposta educativa reforça o compromisso da curadoria com práticas que articulam arte e formação crítica, criando espaços onde crianças possam se reconhecer, se expressar e elaborar suas próprias narrativas. Mais do que uma mediação, trata-se de um gesto de partilha e construção coletiva, onde a arte opera como ferramenta de transformação e pertencimento”, acrescenta Vânia.

A programação se inicia às 10h, no espaço da exposição (1º andar do Centro Cultural Banco da Amazônia), e é aberta ao público, com uma limitação de 20 vagas. As inscrições podem ser feitas no link na bio do Instagram do Centro Cultural @bancoamazoniacultural.

A exposição Trajetórias

A exposição Trajetórias segue em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia com entrada gratuita. A mostra é uma realização do Governo do Brasil e do Banco da Amazônia, com patrocínio do Banco da Amazônia. “A realização desse primeiro edital vem para reafirmar o compromisso do Banco da Amazônia como um impulsionador da cultura, para reconhecer e valorizar ações artísticas e culturais regionais, bem como a diversidade cultural, étnica, social e territorial da Amazônia. Outro ponto de destaque é a democratização do acesso à cultura, tendo em vista que a programação do Centro Cultural é gratuita e, no que concerne à mostra Trajetórias, essa disponibiliza aos visitantes obras de um acervo privado”, destaca Ruth Helena Lima, gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia.

A exposição percorre um arco temporal que vai de 1959 até 2026, evidenciando a diversidade de linguagens, gerações e contextos que constituem a arte contemporânea na região. “Esta exposição busca aliar poéticas diversas, perfazendo uma gama ampla de artistas, o que demonstra a qualidade artística produzida durante esse período temporal. Acreditar nessa produção artística, no quanto ela representa hoje e para gerações futuras, é a força motriz que impulsionou este recorte, que tem como principal parceiro e patrocinador, o Banco da Amazônia e seu Centro Cultural”, destaca o colecionador Eduardo Vasconcelos.

A mostra não se organiza como uma linha do tempo tradicional, mas, como um campo de encontros. Pintura, fotografia, objeto, instalação e vídeo se entrecruzam em um percurso que evidencia a potência da visualidade amazônica, marcada por hibridismos culturais, questões identitárias e relações com o território.

Para a curadora Vânia Leal, a exposição Trajetórias representa um gesto curatorial e também político. “Trajetórias marca um ponto importante ao reunir tantos artistas com representatividade nas artes visuais do Pará, entre 1959 até o momento atual. Não se trata de uma linha do tempo, mas de um encontro de linguagens, gerações e contextos diferentes”, destaca. Ela também ressalta o caráter reparador da exposição. “O diferencial desse recorte potente é o gesto de reinscrever artistas que, por diferentes razões, foram deslocados ou silenciados, ampliando o debate crítico e sensível sobre a arte contemporânea paraense”, esclarece.

Diversas programações ao longo da exposição

Além da oficina deste domingo, irão ocorrer diversas outras programações ao longo da exposição Trajetórias, incluindo ações educativas, visitas mediadas, rodas de conversa, oficinas e conteúdos digitais acessíveis, ampliando o alcance e a democratização do acesso à cultura. Ao longo do período expositivo haverá ainda o lançamento de um livro com a catalogação do acervo exposto, o qual será distribuído gratuitamente. Em maio ocorrerá uma leitura de portfólio gratuita para artistas, ocasião em que artistas terão a oportunidade de compartilhar seus trabalhos e receber orientações, avaliações e revisões críticas sobre suas trajetórias e processos criativos. “A leitura de portfólio é um momento de partilha acerca do processo de criação. Há um diálogo crítico produtivo de escutas”, explica Vânia Leal.

Para conferir a programação educativa e seus respectivos horários, basta acessar os Instagrams @bancoamazoniacultural (Centro Cultural Banco da Amazônia) e @colecaoeduardovasconcelos (Coleção Eduardo Vasconcelos) ou os sites www.bancoamazonia.com.br/centrocultural e www.colecaoeduardovasconcelos.com.br. Qualquer pessoa pode visitar a exposição sem necessidade de agendamento. Apenas visitas em grupo precisam ser agendadas (como turmas de escolas, universidades, …). Os agendamentos de grupos podem ser feitos pelo email colecaoeduardovasconcelos@gmail.com. A exposição garante acessibilidade, com elevadores, obras com audiodescrição e intérpretes de Libras (sob agendamento prévio).

 

 

Fonte – Ascom

Edição – Coopnews

Foto – Ana Dias

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