Ciência e Tecnologia

Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional ganham espaço com novas demandas de saúde

Brasil registra crescimento no número de fonoaudiólogos e nas contratações de terapeutas ocupacionais.
Envelhecimento da população e diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento ampliam a procura por atendimento especializado.
Wyden lança graduação em Fonoaudiologia e amplia Terapia Ocupacional para o formato semipresencial.

As mudanças no perfil da população brasileira e o aumento das demandas por reabilitação, inclusão e cuidados especializados estão ampliando o espaço de profissionais de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional no mercado de trabalho. O Brasil passou de 52,5 mil fonoaudiólogos registrados em janeiro de 2023 para mais de 61 mil em agosto de 2026, um crescimento de 16,3%. No mesmo cenário, as contratações formais de terapeutas ocupacionais aumentaram mais de 35% em dois anos, segundo dados do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). O envelhecimento populacional, que já soma 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e a identificação de 2,4 milhões de brasileiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme os dados citados do Censo, ajudam a explicar a crescente necessidade de atendimento especializado. Diante desse cenário, a Wyden ampliou sua oferta de cursos no segundo semestre de 2026, com o lançamento da graduação em Fonoaudiologia nas modalidades presencial e semipresencial e a inclusão do formato semipresencial em Terapia Ocupacional. As iniciativas acompanham a procura por profissionais preparados para atuar na saúde, na educação, na reabilitação e na promoção da autonomia.


Mercado de trabalho acompanha novas necessidades de saúde

As carreiras ligadas à saúde vêm ampliando sua participação no mercado brasileiro. O país ganhou mais de 8,5 mil fonoaudiólogos registrados em pouco mais de três anos, enquanto as contratações formais de terapeutas ocupacionais cresceram mais de 35% em dois anos. A expansão acompanha transformações no perfil da população e nas necessidades relacionadas à saúde, ao cuidado, à reabilitação e à promoção da autonomia dos pacientes.

Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), as contratações formais de terapeutas ocupacionais no Brasil haviam crescido mais de 35% até 2024, tanto no setor público quanto na iniciativa privada. Já dados do Conselho Federal de Fonoaudiologia mostram que o número de profissionais registrados passou de 52,5 mil, em janeiro de 2023, para mais de 61 mil, em agosto de 2026, avanço de 16,3%.

As mudanças demográficas e epidemiológicas estão entre os fatores que ajudam a explicar esse movimento. O envelhecimento da população é um dos principais exemplos. Segundo o Censo 2022, o Brasil tem 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, contingente que cresceu 56% em relação a 2010. Esse aumento amplia a necessidade de serviços voltados à manutenção da autonomia e à recuperação da capacidade funcional.

Outra frente está relacionada ao aumento dos diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que eleva a procura por acompanhamento especializado. O Censo identificou 2,4 milhões de pessoas no espectro, com predominância de crianças entre dois e nove anos, conforme os dados apresentados no material original.

“São duas pontas puxando a demanda ao mesmo tempo: de um lado, o envelhecimento da população, que é uma realidade demográfica já consolidada no Brasil; do outro, o aumento dos diagnósticos de TEA e de outros transtornos do neurodesenvolvimento, que trouxe uma procura maior por profissionais especializados no atendimento infantil”, afirma Dayse dos Santos Bastos, líder nacional da área de Saúde da Wyden.

Fonoaudiologia vai além dos cuidados com a voz

A atuação do fonoaudiólogo é mais ampla do que muitas pessoas imaginam. Além dos cuidados com a voz, esse profissional trabalha com comunicação humana, fala, linguagem, audição e deglutição, em diferentes etapas da vida e contextos de atendimento.

“Em hospitais e UTIs, o profissional pode acompanhar pacientes com alterações na deglutição, mastigação, respiração e comunicação. Na área neurofuncional, participa da reabilitação de pessoas após AVC e de pacientes com doenças neurodegenerativas. Há ainda espaço crescente na saúde vocal, no atendimento de profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho, e no acompanhamento de crianças e adolescentes”, explica Dayse.

A graduação em Fonoaudiologia prepara profissionais para atuar na prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento de alterações relacionadas à comunicação humana, à fala, à linguagem, à voz, à audição e à deglutição.

Para quem pretende seguir essa carreira, o conhecimento técnico precisa ser acompanhado de habilidades humanas. Segundo a coordenadora, escuta ativa, paciência, empatia, comunicação clara e raciocínio clínico são competências importantes para o exercício da profissão.

“O trabalho do fonoaudiólogo é, em grande parte do tempo, terapêutico e gradual. Por isso, é importante que o profissional tenha sensibilidade com o processo terapêutico. O profissional fonoaudiólogo que se destaca no mercado é aquele que possui raciocínio clínico aguçado e avaliação detalhista e minuciosa. Além disso, é fundamental a comunicação clara e objetiva tanto com pacientes quanto com as famílias e outros profissionais de saúde”, destaca.

Terapia Ocupacional promove autonomia e inclusão

As mesmas transformações sociais também ampliam a procura por terapeutas ocupacionais. Embora a profissão ainda seja pouco conhecida por parte da população, sua atuação está diretamente ligada à capacidade de realizar atividades importantes para a vida cotidiana.

“Existe bastante confusão sobre o que faz o terapeuta ocupacional. Muita gente associa o nome da profissão a ‘ocupar o tempo’ do paciente, o que não é verdade. Na prática, o terapeuta ocupacional ajuda a pessoa a fazer pela primeira vez, ou voltar a fazer, as atividades do dia a dia, muitas vezes de forma adaptada, mas sempre com o objetivo de manter a autonomia”, explica a líder.

Na prática, esse trabalho pode ajudar uma pessoa que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) a voltar a se alimentar ou se vestir sozinha. Também pode favorecer o desenvolvimento e a participação de uma criança com TEA, adaptar tarefas para pessoas com deficiência ou contribuir para que idosos mantenham sua independência por mais tempo.

O COFFITO reconhece especialidades de Terapia Ocupacional em áreas como Gerontologia, Saúde Mental, Saúde da Família, Contexto Escolar, Contextos Hospitalares e Contextos Sociais. Essa diversidade se reflete nos campos de atuação, que incluem hospitais, clínicas, escolas, serviços públicos de saúde, centros de atenção psicossocial, instituições de longa permanência para idosos, serviços de assistência social, centros de reabilitação infantil, empresas e atendimentos domiciliares.

A saúde mental e as políticas de inclusão também contribuem para ampliar as possibilidades de trabalho desses profissionais.

“Na rede de atenção psicossocial, o terapeuta ocupacional pode atuar na recuperação de habilidades, organização da rotina, participação social e construção de autonomia. Já em escolas e outros ambientes, pode colaborar na criação de estratégias de acessibilidade e adaptação para pessoas com diferentes necessidades”, acrescenta Dayse.

Wyden amplia oferta de cursos na área da saúde

Diante desse cenário, a Wyden ampliou sua oferta de graduações no segundo semestre de 2026. A instituição passou a oferecer Fonoaudiologia nos formatos presencial e semipresencial. Terapia Ocupacional, que já integrava a oferta presencial, também ganhou a modalidade semipresencial.

Os novos cursos ampliam a oferta de formação em áreas consideradas estratégicas para o futuro da saúde no país, acompanhando a necessidade de profissionais qualificados para trabalhar com cuidado, reabilitação e promoção da autonomia.

As graduações preparam estudantes para atuar em diferentes ambientes, como hospitais, clínicas, escolas, centros de reabilitação, instituições de longa permanência e serviços públicos de saúde, entre outros espaços de atenção à população.

O curso de Terapia Ocupacional tem duração prevista de quatro anos e contempla áreas como atendimento clínico, saúde pública, educação, saúde mental, desenvolvimento infantil e reabilitação profissional. A formação tem como foco a promoção da autonomia e da participação social de pessoas em diferentes fases da vida.

Os interessados em ingressar nessas carreiras já podem se inscrever no SuperVestibular 2027 da Wyden, que oferece oportunidades de acesso ao ensino superior em diversas unidades da rede. As provas são realizadas conforme o calendário específico de cada instituição.

Ao avaliar as perspectivas das duas profissões, a especialista destaca que Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional ocupam espaços importantes na saúde, na educação e nas políticas de inclusão. Em um país que envelhece e, ao mesmo tempo, amplia a identificação e o acompanhamento de condições do neurodesenvolvimento, a tendência apontada pela instituição é de continuidade da demanda por profissionais qualificados.

“Hoje existe um déficit estimado de cerca de 24 mil terapeutas ocupacionais no Brasil. A área da fonoaudiologia cresceu consideravelmente nos últimos anos e a demanda continua a ser maior que a oferta de profissionais qualificados. Isso porque, quando juntamos essas duas frentes, que são a ponta inicial e a ponta final da vida, entendemos que a atuação desses profissionais é ampla, diversa e não se restringe a um único nicho”, conclui.

 

Fontes – Ascom Wyden

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom Wyden

 

Fonoaudiologia Terapia Ocupacional

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