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Informalidade atinge 46,7% na América Latina e Caribe e afeta milhões de trabalhadores

Enfrentar a informalidade na América Latina e Caribe é mais do que um desafio econômico, é uma questão social que impacta diretamente a vida de milhões de pessoas.
Na prática, isso significa que quase metade da população ocupada na América Latina e Caribe trabalha sem carteira assinada, renda estável ou proteção social.
A informalidade pesa no bolso das famílias, aumenta a insegurança e aprofunda desigualdades históricas na região.

A informalidade na América Latina e Caribe continua fazendo parte da rotina de milhões de trabalhadores. De acordo com o relatório “Panorama do Trabalho 2025 – América Latina e o Caribe”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho, a taxa ficou em 46,7% no primeiro semestre do ano. O número até recuou, mas ainda revela uma realidade dura: quase metade de quem trabalha na região está fora das formas regulares de contratação.

Os dados mostram que mais pessoas estão ocupadas, mas isso não significa necessariamente empregos de qualidade. A taxa de participação na força de trabalho ficou próxima de 63%, enquanto o nível de ocupação alcançou cerca de 60%. Há estabilidade, mas não uma melhora consistente nas condições oferecidas aos trabalhadores.

O desemprego caiu para cerca de 6%, um dos menores índices dos últimos anos. Ainda assim, a própria OIT reconhece que isso não resolve problemas estruturais. Muitas das novas vagas surgem em setores com baixa proteção social, o que mantém milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

As desigualdades também continuam evidentes. Mulheres seguem com participação menor no mercado de trabalho em comparação aos homens. Já os jovens enfrentam taxas de desemprego mais altas e maior exposição à informalidade, o que dificulta o início de trajetórias profissionais mais estáveis.

Para o Latin American Quality Institute, os números reforçam que crescimento econômico, sozinho, não é suficiente. O fundador e CEO da instituição, Daniel Maximilian da Costa, defende que a formalização e a melhoria da qualidade do trabalho dependem de decisões estratégicas dentro das próprias empresas.

Nesse cenário, certificações como a LAQI Q-ESG Certification são apresentadas como ferramentas para transformar compromisso em prática. A proposta é estimular governança sustentável, responsabilidade social e desenvolvimento de longo prazo, mostrando que enfrentar a informalidade na América Latina e Caribe exige ação concreta e contínua.

 

Fonte – Dino

Edição – Coopnews

Foto – Latin American Quality Institute / DINO

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