O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) realiza o VII Curso e o II Simpósio de Entomologia da Amazônia, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais interessados na diversidade de insetos da região. A programação combina palestras, debates e atividades práticas de campo na Reserva Florestal Adolpho Ducke, um dos mais importantes laboratórios naturais da Amazônia. O evento busca ampliar o intercâmbio científico, fortalecer a formação de novos pesquisadores e incentivar estudos voltados à conservação da biodiversidade amazônica.
O Programa de Pós-Graduação em Entomologia do Inpa (PPG-ENT), realiza o VII Curso de Entomologia da Amazônia (Ceam) e o II Simpósio de Entomologia da Amazônia (Seam), de 27 a 31 de julho. Os eventos ocorrem simultaneamente no Auditório do Bosque da Ciência, Campus I do Inpa, no período da manhã. As inscrições para o Seam seguem abertas no site do evento. O Ceam já encerrou a seleção e definiu os 30 participantes com base em carta de intenção, currículo e motivação.
Voltado para graduandos e recém-graduados em Ciências Biológicas e áreas afins, o Ceam busca fortalecer a formação acadêmica e científica para o ingresso na pós-graduação em Entomologia. A programação inclui palestras, mesas-redondas, minicurso nos laboratórios do PPG-Entomologia, visita à Coleção de Invertebrados do Inpa e atividade de campo nos dias 1 e 2 de agosto, na Reserva Florestal Adolpho Ducke.
“A imersão na floresta permite aprender, na prática, os diferentes métodos de coleta, triagem, preservação e montagem, além de observar como os insetos respondem e vivem no ambiente natural”, explica a coordenadora geral, Jeane Marcelle Cavalcante.
Já o Seam foi criado para ampliar o público e integrar pós-graduandos do Inpa e de outras instituições. Sem minicursos e atividades de campo, os inscritos no Seminário participarão apenas das palestras que ocorrem pela manhã, assim como também poderão participar das apresentações de banners e dos debates com pesquisadores. Diversos temas associados à Entomologia serão apresentados, como, por exemplo, os 50 anos do PPG-Entomologia, insetos aquáticos, entomologia médica, forense e agrícola, meliponicultura, redes sociais na descoberta da biodiversidade, taxonomia integrativa e popularização da ciência.
Uma mesa vai discutir os “táxons negligenciados”, grupos de insetos pouco estudados e com escassez de taxonomistas, que ficam invisíveis em políticas de conservação. “Quando um grupo é pouco estudado, pode haver perda de espécies antes mesmo da descrição”, alerta Jeane.
Com apenas seis edições, o Ceam ultrapassou as fronteiras da Amazônia e se consolidou como um dos principais cursos de extensão em Entomologia do Brasil, recebendo estudantes de outras regiões e de países vizinhos.
Fonte Fonte – INPA
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
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