A pandemia confinou a população em casa, mudando os seus hábitos de consumo e a sua relação com os resíduos gerados no dia a dia. “Ela passou a ter novas preocupações e valores. E isso impactou o mundo e a questão da sustentabilidade”, afirma Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens.
A reciclagem é o primeiro passo para a gestão dos resíduos sólidos. Claudio Marcondes, professor do Instituto de Embalagens, afirma que a reciclagem traz vantagens inquestionáveis, como solução para o problema dos lixões e aterros sanitários, redução da emissão de gases nos aterros sanitários, ajuda a preservar os leitos dos rios e possibilita a recuperação dos materiais plásticos.
Até 2025, a Sealed Air Corporation quer ter 100% de suas embalagens recicláveis e reutilizáveis, investindo em inovação. Caio Prado, líder de sustentabilidade e assuntos regulatório da empresa, revela: “Estamos investindo em novas tecnologias para fazer a reciclagem química de embalagens plásticas de proteína animal”.
A Valgroup está investindo em novas tecnologias de reciclagem de embalagens plásticas para expandir a sua capacidade. Em 2023, a expectativa é inaugurar a primeira planta de reciclagem avançada de material plástico que vai para o aterro sanitário. “Esse material não tem nenhum valor para o mercado e a ideia é transformar em uma nova matéria-prima para ser utilizada em qualquer tipo de embalagem, até mesmo, a primária”, afirma João Henrique Alves, gerente de sustentabilidade da companhia.
O papelão ondulado já é naturalmente amigo do meio ambiente, pois toda a matéria-prima tem origem em florestas plantadas, além disso, no Brasil, 85% das embalagens são recicladas. “A utilização de fibras virgens de florestas plantadas permite produzir embalagens de papelão ondulado mais resistentes com menos fibras por caixa, reduzindo o peso e o impacto ambiental do transporte”, afirma Cynthia Wolgien, diretora de comunicação e sustentabilidade da WestRock Brasil.
Fonte – Ascom
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