Ciência e Tecnologia

Livro traz orientações práticas para manejo de pastagens na criação de aves ao ar livre

A publicação de pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP visa suprir a demanda por informações sobre o uso de plantas forrageiras e outras espécies nas áreas de pastejo.
A obra aborda diferentes formas de pastejo e as espécies mais adequadas para atender às necessidades das aves e aos objetivos dos sistemas produtivos.
Encontrar combinações que melhor se ajustem a cada sistema produtivo de aves é um desafio para produtores e pesquisadores.

Para suprir a carência de informações sobre planejamento, implantação e manutenção de pastagens em sistemas de criação com aves livres de gaiolas ou com acesso externo ao galpão para pastejo será lançado no dia 8 de agosto, na biblioteca da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, o livro Pastagens em Sistemas Alternativos de Produção na Avicultura. De autoria dos professores Lilian Elgalise Techio Pereira, Valdo Rodrigues Herling e Daniel Emygdio de Faria Filho, da FZEA, a publicação já está disponível para aquisição no site da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) neste link, no valor de R$ 84,90.

A publicação explica que há um aumento de sistemas de criação com aves livres de gaiolas no País, e esses modelos passaram a ter certificações específicas, pois atendem principalmente a questões ligadas ao bem-estar animal e à sustentabilidade. No entanto, informações relacionadas às plantas forrageiras e outras espécies que melhor atendam às demandas das aves e aos objetivos dos sistemas, assim como formas adequadas de dispô-las nas áreas de pastejo, praticamente inexistiam fora de eventuais artigos científicos e na literatura nacional.

A obra explora positivamente em 112 páginas as interações planta x ambiente x aves sem recomendações prontas ou receitas pré-concebidas para um determinado sistema. Ao invés disso, busca apontar espécies que possuem atributos que lhes garantam persistência em pastejo, desde que seus requerimentos de solo e manejo sejam atendidos, bem como outras formas de uso das espécies tropicais na avicultura alternativa.

“As informações e recomendações aqui apresentadas podem ser utilizadas tanto por produtores que possuem pequenas criações de subsistência quanto por aqueles que possuem sistemas especializados e controlados. Caberá assim, ao produtor, a escolha dos componentes da vegetação que irão compor os parques de pastejo, incluindo as espécies forrageiras que servirão de base para a alimentação das aves, conforme as particularidades econômicas e capacidade gerencial da propriedade”, explica a professora Lilian Pereira.

Desafios em debate

Encontrar combinações que melhor se adequem a cada sistema produtivo de aves representa um desafio aos produtores e pesquisadores envolvidos nesta área do conhecimento, o que leva esta obra a servir como fonte de informação básica. “Ela foi concebida para nortear e incentivar a superação dos desafios intrínsecos aos sistemas alternativos de produção na avicultura”, reforça a autora.

Por mais de um ano, os pesquisadores estudaram, analisaram e sintetizaram resultados da literatura nacional e internacional buscando compreender os fatores que modulavam o consumo e a exploração nos chamados parques de pastejo. Em um segundo momento, vincularam essas informações às espécies forrageiras passíveis de serem adotadas no Brasil, com foco nas espécies tropicais, transformando esses dados em recomendações práticas que pudessem ser compreendidas e efetivamente adotadas.

“O livro auxilia na tomada de decisões relacionadas ao planejamento, implantação e manutenção de áreas de pastagem produtivas em sistemas avícolas alternativos, apresentando um conteúdo adaptável a diferentes contextos produtivos e apresentado de forma clara, com o apoio de recursos visuais que facilitam sua aplicação”, conclui Lilian.

 

 

Fonte – USP

Foto – Wirestock/Freepik

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