Esportes

Mangueirão faz 48 anos e reafirma lugar como ícone do esporte e da cultura na Amazônia

Modernizado, o Mangueirão amplia seu papel como espaço de cultura na Amazônia, com shows internacionais e eventos que reforçam sua importância além do futebol.
O estádio já recebeu a Seleção Brasileira, decidiu grandes clássicos e reuniu multidões em jogos que entraram para a memória do torcedor.
Conhecido pelo apelido histórico “Bandola”, o Mangueirão atravessa gerações como palco de momentos marcantes do esporte na Amazônia.

Nesta quarta-feira (4), o Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão completa 48 anos como um dos palcos mais emblemáticos do esporte e da cultura no Brasil, construindo memórias desde sua inauguração em 4 de março de 1978.

Ao longo das décadas, o Mangueirão recebeu clássicos intensos entre Clube do Remo e Paysandu e desafios marcantes com a seleção brasileira, que retornou ao estádio em competições oficiais e amistosos memoráveis.

Modernizado e integrado à Rota Turística do Futebol do Mercosul, o estádio também virou referência em infraestrutura e atraiu grandes eventos esportivos nacionais e internacionais.

Além do futebol, shows históricos e festivais culturais colocaram o Mangueirão no mapa do entretenimento, atraindo públicos de diferentes gerações.

Hoje, o Mangueirão segue como símbolo vivo da paixão paraense, unindo esporte, música e cultura sob o mesmo céu de Belém. A história continua nas arquibancadas, onde cada momento vira lembrança.

O Mangueirão também ganhou destaque como espaço cultural. Nas décadas de 1980 e 1990, recebeu shows de projeção nacional e internacional, como o grupo porto-riquenho Menudo, em fevereiro de 1985, que arrastou mais de 80 mil pessoas ao estádio; a apresentação de Xuxa em outubro de 1989; e Roberto Carlos, em 1983, que reuniu milhares de fãs.

Após a reabertura do estádio em sua forma moderna, o Mangueirão sediou ainda shows como o de Thiaguinho, em 3 de junho de 2023; Joelma, em 24 de novembro de 2023; e grandes apresentações de artistas nacionais.

Mais recentemente, o Mangueirão entrou no circuito de eventos internacionais com o Global Citizen Festival: Amazônia, realizado em 1º de novembro de 2025, que reuniu cerca de 50 mil pessoas e contou com artistas nacionais e internacionais no palco.

A maior reconstrução da história

Após mais de quatro décadas de uso, o estádio passou por uma grande transformação entre 2021 e 2023, com modernização completa da estrutura, novas arquibancadas, cobertura, sistema de iluminação, acessibilidade ampliada, gramado de alta qualidade e áreas internas revitalizadas. A reabertura oficial – em 9 de abril de 2023 – foi marcada pelo clássico Re-Pa com mais de 45 mil torcedores presentes.

O novo Mangueirão passou a ter capacidade para mais de 50 mil torcedores, tornando-se ainda mais moderno e apto a receber eventos esportivos e culturais de grande porte, com conforto, tecnologia e segurança.

Para o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Cássio Andrade, o Mangueirão representa identidade e futuro. “O Mangueirão é mais do que um estádio. Ele é um patrimônio do povo paraense, um espaço que carrega memória, emoção, reconstruído para garantir modernidade, segurança e conforto. Celebrar esses 48 anos é reafirmar nosso compromisso com o esporte e com a população”, afirmou o secretário.

Uma história de emoção e identidade

Ao longo de seus 48 anos, o Estádio Olímpico do Pará construiu memórias, não só de gols e vitórias, mas também de momentos que emocionaram famílias inteiras. O Mangueirão é um patrimônio afetivo, símbolo do esporte e da cultura paraense, que segue firme como um dos principais palcos do Brasil, pronto para o futuro.

Para a Glória Henrique, que levou a filha PCD para visitar o Mangueirão, é uma emoção fazer parte da história do estádio. “Hoje eu estou vivendo um momento muito especial. No meu aniversário de 48 anos, decidi trazer minha filha para conhecer o Mangueirão, um lugar que sempre teve um significado enorme pra mim. Poder compartilhar essa emoção com ela é um presente que não tem preço. Caminhar por aqui, lembrar das histórias, dos jogos, das celebrações… e agora ver tudo isso pelos olhos dela enche meu coração de alegria”, disse.

O apelido “Bandola”

Nos primeiros anos após a inauguração, o estádio ficou popularmente conhecido como “Bandola”. O apelido surgiu porque, inicialmente, o Mangueirão possuía arquibancadas construídas apenas em um dos lados da estrutura. Do outro lado, havia um grande espaço aberto, o que dava ao estádio um aspecto incompleto, lembrando uma grande banda ou meia-argola.

A imagem de um estádio “aberto” de um lado acabou marcando a memória dos torcedores e originando o apelido que atravessou gerações. Com as ampliações e melhorias estruturais ao longo dos anos, o formato foi sendo completado, mas o nome “Bandola” permaneceu como parte da história afetiva do estádio.

O primeiro gol e o início da história

O primeiro gol da história do Mangueirão foi marcado em 1978, ano da inauguração, pelo então jogador Raimundo Mesquita, hoje engenheiro agrônomo. O momento simbolizou o início de uma trajetória de grandes emoções no futebol paraense.

“Foi um momento inesquecível. Fazer o primeiro gol do Mangueirão é algo que carrego com orgulho até hoje. A gente não imaginava que aquele estádio se tornaria tão grandioso”, relembrou Mesquita.

A programação de visitação ao estádio segue nesta quarta-feira (4) à tarde, com início às 15h, e vai até sexta-feira (6), com dois horários, pela manhã, iniciando às 8h, e à tarde, com início às 15h.

 

Fonte – Agência Pará

Edição- Coopnews

Foto – Divulgação/Agência Pará

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