O Ministério do Turismo (MTur) participou, nesta quinta-feira (26), do lançamento do Panorama da Pesca Amadora e Esportiva no Brasil, realizado no Ministério da Pesca e Aquicultura, em Brasília (DF). A iniciativa reforça a integração entre políticas públicas e destaca o potencial do turismo de pesca como vetor estratégico de desenvolvimento econômico sustentável no país.
O chefe de gabinete do Ministério do Turismo, Gustavo Pires, representou o ministro Gustavo Feliciano no evento. Ele destacou a relevância do segmento para o desenvolvimento do país.
“O turismo de pesca é um dos segmentos que mais crescem dentro do turismo de natureza. Ele atrai visitantes, valoriza destinos, promove a conservação ambiental e impulsiona economias locais, muitas vezes em regiões que encontram nessa atividade uma alternativa sustentável de desenvolvimento”, disse.
Pires aproveitou para ressaltar a importância do setor para o governo federal.
“O nosso ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e o presidente Lula, sabem da importância da pesca tanto para o turismo quanto para o desenvolvimento do Brasil. Sabem que integrar políticas públicas é o caminho para transformar potencial em resultado concreto. E é exatamente isso que estamos fazendo,” finalizou.
O Panorama evidenciou o papel crescente da pesca amadora e esportiva dentro do turismo de natureza — um dos segmentos que mais se expandem no Brasil. Atualmente, o setor movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano e gera cerca de 200 mil empregos, consolidando-se como uma atividade de alto valor agregado, capaz de impulsionar economias locais, especialmente em regiões com forte vocação natural.
Sobre o Panorama
O Panorama da Pesca Amadora e Esportiva integra um conjunto de ações estruturantes do Ministério da Pesca e Aquicultura e apresenta um diagnóstico abrangente do setor, abordando desde o histórico da atividade até sua cadeia produtiva, bem como impactos, desafios e oportunidades. O documento também funciona como base técnica para subsidiar políticas públicas, apoiar a tomada de decisões e fortalecer o planejamento sustentável da atividade.
O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, ressaltou o papel social e cultural da atividade.
“A pesca amadora e esportiva ocupa um lugar especial na vida de milhares de pessoas em nosso país. Mais do que uma prática recreativa, ela representa lazer, convivência social, tradição e contato direto com a natureza.”, afirmou.
Participaram ainda do evento a diretora Sandra Silvestre, representando a Secretaria Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva; o secretário nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Augusto Lira da Rocha; o subsecretário de Pesca do Governo do Distrito Federal, Edson Buscacio; e o representante do setor da pesca amadora e esportiva, Alexandre Resende.
No Amazonas, a pesca amadora ganha cada vez mais destaque dentro do cenário do turismo no Brasil. Integrada ao debate nacional liderado pelo Ministério do Turismo, a atividade aparece como parte importante do Panorama da pesca amadora e da pesca esportiva, unindo lazer, economia e sustentabilidade em uma das regiões mais ricas do país.
A força desse segmento no estado acompanha o crescimento observado no Panorama apresentado para o Brasil. A pesca amadora e a pesca esportiva movimentam comunidades, atraem visitantes e reforçam o papel estratégico do turismo sustentável, tema central nas ações do Ministério do Turismo.
Para garantir que essa atividade continue gerando resultados positivos, a prática no Amazonas segue regras claras. A pesca amadora é regulamentada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), que estabelece critérios para o exercício legal da atividade, alinhados às diretrizes nacionais.
Entre as exigências, está o Certificado de Registro de Pesca (CRP), documento essencial para quem deseja praticar a pesca amadora ou a pesca esportiva de forma regular. Além disso, embarcações e pousadas precisam estar devidamente licenciadas, reforçando a organização do setor no Brasil.
Outro ponto importante é o cadastro no CADASTUR, sistema do Ministério do Turismo que reúne prestadores de serviços turísticos em todo o Brasil. A medida fortalece o controle, amplia a segurança para os visitantes e contribui para o desenvolvimento da atividade.
Na prática, a pesca esportiva no Amazonas prioriza o modelo “pesque e solte”, em que o peixe é devolvido vivo ao rio. Essa abordagem tem ganhado força dentro do Panorama nacional, sendo considerada essencial para a preservação das espécies e para a sustentabilidade da pesca amadora.
As regras também incluem limites específicos, como o tamanho mínimo permitido para captura do tucunaré, especialmente em competições. O cuidado com esses critérios ajuda a manter o equilíbrio ambiental e a continuidade da atividade.
Para consumo próprio, há ainda a cota de transporte de peixes inteiros, respeitando as normas locais. Essa limitação busca evitar excessos e garantir que a pesca amadora continue sendo uma prática responsável.
Outro aspecto fundamental é o período de defeso, quando a pesca é proibida em determinadas épocas e locais. O descumprimento pode gerar multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil, reforçando a importância do respeito às regras.
Quando o assunto é a melhor época para pescar, o chamado “verão amazônico” se destaca. Entre julho e novembro, com os rios mais baixos, os peixes se concentram, tornando a experiência mais produtiva e atrativa.
Entre os destinos mais procurados estão o Lago de Balbina, o Rio Juma e diversas pousadas na região de Manaus. Esses locais fazem parte do roteiro de quem busca vivenciar a pesca esportiva em meio à biodiversidade única do Amazonas.
Mais do que uma atividade de lazer, a pesca amadora e a pesca esportiva representam uma importante engrenagem econômica e cultural. Alinhadas ao Panorama do Ministério do Turismo para o Brasil, elas mostram que é possível crescer com responsabilidade, valorizando a natureza e garantindo um futuro sustentável para o setor.
Fonte – Mtur e IPAAM
Edição – Coopnews
Foto – Vitor Vasconcelos/MTur




