O recente anúncio da criação da Federação do Comércio Farmacêutico (Fecofar) que conta com a presença de sete redes de farmácias brasileiras, que em conjunto possuem receita anual estimada em R$ 5,6 bilhões, pode influenciar movimentos de mercado semelhantes em outros setores da economia. A avaliação é de especialistas em redes e centrais de negócios da Área Central — líder em tecnologias e inteligência para grupos empresariais, franquias e varejo.
A criação da nova entidade no setor farmacêutico reúne Farmais (SP), Rede Masterfarma (SC), Farmácias São Rafael (SC), Grupo AMR (MG), Drogarias Max (RJ), Rede Multidrogas (SP) e Grupo Redemed (PE). Com isso, o grupo une esforços e ganha poder de negociação com fornecedores, clientes, governo e mercado farmacêutico, por meio da participação de mais de 3,2 mil lojas em 24 estados — tornando seus negócios mais competitivos e sustentáveis.
Dhyure Rodrigo Souza, Executivo de Negócios Colaborativos na Área Central — que conta com mais de 200 clientes entre redes e centrais de negócios que representam cerca de 15 mil empresas associadas no Brasil, destaca que é difícil apostar em uma tendência de criação de muitas federações. No entanto, este movimento pode influenciar outras empresas a buscarem formas de conexão capazes de impactar suas receitas e presença de mercado.
“O Brasil ainda é um país onde muitas empresas têm dificuldade em compartilhar informações e encaram seus pares de mercado apenas como concorrentes. Movimentos voltados para o modelo associativista como o da Fecofar quebram esse conceito, mostrando que é possível trocar ideias, fazer benchmarking, desenvolver networking e compartilhar estratégias em busca de crescimento mútuo”, afirma.
Trata-se de um ganha-ganha em que ao invés de o negócio perder cliente para o outro, ambos poderão unir forças para conquistar os potenciais clientes que estão perdendo para grandes players dominantes no setor.
“A união das empresas por meio da formação de redes associativas começa com o desejo de comprar melhor e ter acesso ao mercado com maior poder de barganha. Em outros casos pela ideia de formar networking dentro do segmento que ajude essa empresa a crescer”.
Assim, conforme Dhyure Rodrigo Souza, como a criação de federações começando “do zero” é mais complexo, a tendência é de que notícias como essa influenciem a união de grupos empresariais a partir de outras oportunidades para serem mais competitivos frente a grandes corporações.
Compras conjuntas
De acordo com Jonatas da Costa, CEO da Área Central, um dos impactos mais viáveis para empresas que atuam de forma associativa são as compras conjuntas — modalidade de compra em que empresas se unem para adquirir produtos com maior poder de negociação.
Somente no setor farmacêutico, por exemplo, foram movimentados R$ 56.3 milhões em 2022 na plataforma AC Hub, especializada no segmento. No âmbito de supermercados, onde a estratégia é mais difundida, as compras conjuntas chegam a ultrapassar os R$ 31 bilhões movimentados por ano dentro da plataforma..
“Em média, as compras conjuntas rendem economia de 5% a 15% no desconto dos produtos negociados em comparação aos preços obtidos pelas empresas em compras individuais. Isso demonstra que essa é uma estratégia de sucesso para esses grupos de negócios. Por isso, a união de esforços é uma estratégia inteligente quando essas empresas visam crescer em conjunto”, justifica.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação




