Adaf inspeciona produção de mel no AM e alerta para o risco do consumo sem controle

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A ingestão de mel produzido sem controle de qualidade pode causar danos à saúde humana, como o botulismo, doença neuroparalítica com risco de morte. Por esse motivo, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) tem intensificado os trabalhos de inspeção junto aos produtores e alerta a população para comprar apenas produtos certificados pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE).

Para orientar as empresas produtoras sobre as práticas adequadas, servidores da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa) da autarquia iniciaram, em agosto, um cronograma de visitas aos produtores cadastrados.

“Nas supervisões, que costumam durar dois dias, nós lemos atentamente todos os manuais de autocontrole da indústria e, in loco, detectamos possíveis inconformidades, solicitando a correção antes que se tenha algum problema. É um trabalho de orientação importante para apontar o que precisa ser melhorado, elaborado ou revisto”, explica o fiscal agropecuário médico veterinário Diego Laner, responsável pela Coordenação de Mel e Derivados da Adaf.

Atualmente, três produtores de mel amazonenses estão certificados pelo Serviço de Inspeção Estadual: Pronatus (SIE 63), Apis Floresta (SIE 168) e Coopmel (SIE 127). É importante que o consumidor verifique o rótulo, onde consta o selo com o número da certificação, e compre apenas os produtos inspecionados, que têm garantia de que foram feitos seguindo rígidos padrões higiênico-sanitários.

A primeira agroindústria da cadeia de mel que recebeu a equipe de supervisão da agência foi a Apis Floresta. “Além de realizar as supervisões nas empresas com SIE, vamos também buscar aquelas que estavam em processo de regularização junto à Adaf para dar andamento à certificação e combater a produção clandestina, que é um risco à saúde pública. Quem vende, precisa ter o selo de inspeção”, ressalta Laner.

A população pode denunciar a produção irregular de mel e de qualquer outro produto de origem animal pelo AdafOuv, no (92) 99380-9174 (ligação e WhatsApp).

Teste do iodo – Um teste pode ser feito em casa ajuda a identificar se o mel é puro ou adulterado. Basta colocar, em um recipiente, uma colher de produto e uma colher de água, acrescentar três gotas de tintura de iodo a 2% e misturar. O mel puro vai sofrer uma leve variação de cor, enquanto o adulterado vai apresentar uma forte mudança de coloração.

A Adaf reforça, no entanto, que a forma mais segura de consumir mel é priorizando os alimentos inspecionados, pois a certificação só é concedida aos produtores que atendem critérios higiênico-sanitários da manipulação da matéria-prima até a saída do produto.

A ingestão de mel contaminado ou adulterado pode levar a quadros de desconforto abdominal, gastroenterite ou mesmo botulismo, uma doença capaz de causar paralisia da musculatura respiratória, levando à morte.

 

 

Fonte – Secom

Foto – Divulgação

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