A força do cooperativismo de crédito e a importância do setor para mitigar os impactos econômicos da Covid-19

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“Inspirando esperança para uma comunidade global” é o tema escolhido pelo World Council of Credit Unions (WOCCU) para o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito de 2020, comemorado na terceira quinta-feira do mês de outubro. Celebrada em 15 de outubro, a data relembra a trajetória e as conquistas das cooperativas do ramo e difunde a essência do poder transformador de realidades que o modelo cooperativista confere ao sistema financeiro.

Os números comprovam a força do setor que se destaca no Sistema Financeiro Nacional, por suas características de atendimento personalizado, democrático e próximo com os cooperados. Segundo o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, do Banco Central do Brasil, em 2019, o número de pessoas ligadas às 873 cooperativas singulares de crédito ultrapassou 12 milhões. Os ativos totais atingiram o valor de R$274 bilhões em dezembro de 2019, crescimento de 16,2% no ano.

Em Minas Gerais existem, atualmente, 184 cooperativas de crédito, 24% do total de cooperativas do Estado. Estas instituições estão presentes em 577 cidades, 67,6% dos municípios, com 1.165 Postos de Atendimento (PAs e agências). Cerca de 21,6% dos mineiros, 1,5 milhão de pessoas, estão envolvidas no Cooperativismo de crédito, 79% dos cooperados de Minas. O segmento gerou de mais de 12,4 mil empregos e teve uma movimentação econômica de R$ 25,03 bilhões. Nos últimos cinco anos, o crescimento da movimentação econômica foi de 73%.

“Sabemos que é na crise que o cooperativismo, como um todo, demonstra a sua verdadeira força. Neste momento conturbado do país reafirmamos a importância das cooperativas de crédito e o quanto elas são essenciais para o fortalecimento da economia”, afirma Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg.

Cooperativas de crédito e a pandemia de Covid-19

O cenário atual, com os impactos do novo Coronavírus na economia brasileira, destacou a importância das Cooperativas de Crédito na prestação de serviços financeiros, principalmente para Micro e Pequenas Empresas, conforme explica Marco Aurélio Almada, diretor-presidente da Confederação Nacional do Sicoob e Banco Cooperativo do Brasil S/A.

“Desde o início, tivemos que criar ações ágeis para nossos cooperados nesse momento de incertezas e dificuldades impostas pela Covid-19. Aumentamos a concessão de crédito tanto para Pessoa Física quanto para Pessoa Jurídica, incentivamos nossos cooperados a participarem das linhas de crédito propostas pelo governo para reduzir os impactos do coronavírus na atividade dessas pessoas e empresas”, afirma.

De acordo com Almada, o Sicoob se tornou uma das instituições em que os micros e pequenos empresários mais obtiveram sucesso nos pedidos por crédito para atravessar a pandemia. “Atuamos com as linhas de crédito propostas pelo governo, como Pronampe e PEAC, e estivemos abertos a atender a todos, mesmo que remotamente durante o período mais crítico da pandemia. No caso do Pronampe, por exemplo, tivemos os montantes disponíveis esgotados rapidamente tanto na primeira quanto na segunda leva”, salienta.

Ainda no sentido de oferta de crédito, as cooperativas buscaram manter as taxas a preços justos, incentivando os cooperados a buscarem nas cooperativas o auxílio necessário para atravessar o momento complexo.

A tecnologia foi outra aliada no desenvolvimento das ações das cooperativas de crédito neste período de pandemia, conforme ressalta o dirigente cooperativista. “Somente em agosto, o Sicoob registrou mais de 506 milhões de transações, sendo que 85% foram via canais digitais, um recorde na história do sistema. Isso demonstra que, apesar das dificuldades, os cooperados tiveram as ferramentas necessárias neste momento de pandemia. Além disso, ampliamos o aplicativo Sicoob Moob para que fosse possível realizar assembleias totalmente virtuais. Também fizemos um Feirão de Agronegócios Virtual, aumentando as possibilidades de negociações entre cooperados e fornecedores de todo o Brasil”.

O ano de 2020 trouxe muitas lições, conforme aponta Almada. “Acredito que a principal é de que podemos nos manter conectados e juntos, mesmo com as adversidades, como o distanciamento social e o próprio Coronavírus. Esse momento de dificuldade nos trouxe a visão de que o cooperativismo é essencial para a prosperidade das nossas comunidades”.

Apesar do cenário incerto da economia brasileira, o dirigente cooperativista tem perspectivas positivas para 2021. “A disponibilização de tecnologias novas, como o PIX, que nos apresenta uma nova forma de fazer transações financeiras digitais, e o Open Banking, que possibilitará a portabilidade de último grau de operações bancárias para a instituição que o cliente preferir, trará novos ganhos para o cooperativismo financeiro no fim deste ano e ao longo do próximo”.

 

 

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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