Comunidades rurais no Acre recebem auxílio para cumprir metas de projetos do governo

Notícias

Uma equipe do governo, composta por técnicos das Secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Planejamento e Gestão (Seplag) está visitando as comunidades para auxiliar no encerramento dos projetos com o cumprimento de 100% das metas. Estão sendo monitorados doze planos de gestão da Sema beneficiados pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (PDSA II/BID).

“Não é só enviar equipamentos ou realizar investimentos financeiros nas comunidades, o trabalho é bem mais completo para o governo do Acre, que se preocupa com a execução, por isso estamos visitando um a um nessa reta final do PDSA, para auxiliar na prestação de contas e no cumprimento das metas”, explicou Marcela Fidelis, engenheira florestal da Sema responsável pelo monitoramento.

O trabalho em campo iniciou em outubro de 2020 e deverá ser concluído até fevereiro, com as visitas em comunidades rurais que foram beneficiadas pelo PDSA II executado na Sema, desde a região do Alto Acre, até o Juruá. Os técnicos visitam cada localidade, fazendo um trabalho de acompanhamento do que já foi executado e orienta a maneira correta de encerrar os projetos e manter as portas abertas para novos investimentos.

“Para nós aqui é muito bom ter a presença dos técnicos do governo, nos auxiliando no trabalho e mostrando a forma certa de melhorar nossa renda, a partir do nosso próprio esforço. Nós aqui temos a matéria prima e queremos trabalhar. É uma cobrança boa essa, de lembrar pra gente que temos compromissos e qual o caminho a seguir para cumprir”, disse, Maria Aparecida Felícia da Silva, líder do grupo feminino de coleta de murmuru na comunidade Vitória, município de Porto Walter.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani, ressaltou que o monitoramento dos projetos é de fundamental relevância para a Instituição e para o BID. “É o governo presente nas comunidades, consolidando as informações da execução física e financeira de cada plano de gestão e verificando em cada localidade se o investimento chegou onde e como realmente deveria. Assim podemos avaliar os impactos sociais, econômicos e ambientais promovidos pelo PDSA em sua segunda fase”.

Quatro regionais do estado estão sendo visitadas, Baixo e Alto Acre, Tarauacá-Envira e Juruá, contemplando os municípios de Acrelândia, Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter, Jordão e Marechal Thaumaturgo.

Em meio aos detalhes minuciosos necessários para a prestação de contas, documentos que comprovam o número de famílias e as substituições que ocorreram ao longo do tempo, planilhas e números, os comunitários vão entendendo o papel fundamental do monitoramento, o de auxiliar na execução e finalização dos processos com êxito.

As instituições com projetos monitorados estão a Associação Seringueira Porto Dias (ASPD), Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta), Cooperativa de Produtores Familiares e Economia Solidária da Floresta do Mogno (Coopermogno), Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra), Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutos Nativos de Mâncio Lima (Coopfrutos), Cooperativa Ashaninka Ayõpare, Cooperativa Agroextrativista de Porto Walter (Coapex), Cooperativa Agroextrativista Pushuã Shawãdawa (Pushuã) e Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (Amaaiac).

 

 

Fonte – Agência Acre

Foto – Divulgação

Deixe uma resposta