Projeto Sustenta e Inova dará continuidade a ações da Embrapa no Pará

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O trabalho em parceria foi a tônica do lançamento do projeto Sustenta e Inova, em Belém (PA), nessa quinta-feira (11). A iniciativa busca implementar práticas agrícolas sustentáveis e inovadoras em três regiões do estado do Pará com o objetivo desenvolver cadeias de valor, reduzir o desmatamento, conservar a biodiversidade e contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.

As atividades serão articuladas entre Sebrae, Embrapa, Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica pelo Desenvolvimento (Cirad) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), sob a coordenação do primeiro. O projeto Sustenta e Inova conta com financiamento de 4,65 milhões de euros aportados pela União Europeia e vai atuar nos territórios do arquipélago do Marajó, da rodovia Belém-Brasília e do entorno da rodovia Transamazônica.

À Embrapa caberá principalmente fornecer tecnologias inovadoras para a produção sustentável, restauração florestal, para agroindústrias de base comunitária e para o manejo sustentável de mínimo impacto de produtos das florestas de várzea, como açaí, óleos e castanhas. “O principal ativo da Embrapa é o conhecimento. E nossa principal contribuição para esse projeto é traduzir esse conhecimento em tecnologias que beneficiem agroextrativistas, técnicos e extensionistas”, disse o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Wagner Lucena.

Presente no evento, o embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, lembrou que o projeto nasceu de uma idéia que surgiu durante a pandemia entre as diversas instituições que o compõem. Já o superintendente do Sebrae Pará, Rubens Magno, ressaltou que sua instituição já mantém convênio com a União Europeia desde 2019.

Continuidade – As ações da Embrapa no projeto Sustenta e Inova vão se concentrar em dois territórios: Marajó e rodovia Belém – Brasília. Em ambos as atividades darão continuidade a projetos desenvolvidos em anos anteriores nessas localidades. “Trata-se de um exemplo exitoso da necessidade de buscarmos parcerias para avançar em outros temas além da inovação tecnológica, como agregação de valor e organização de circuitos de comercialização e empreendedorismo”, avaliou o chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos.

No Marajó, haverá continuidade às ações do projeto Bem Diverso, que de 2016 a 2020 levou a tecnologia de manejo de mínimo impacto de açaizais nativos para diversas comunidades do arquipélago. Um primeiro eixo de atuação foi contemplado por esse projeto com a criação do Centro de Referência em Manejo de Açaizais Nativos do Marajó, no qual o foco foi a extensão da tecnologia aos agroextrativistas e o fortalecimento da organização comunitária. “Agora vamos atuar em outros dois eixos: a organização da produção e a relação com o mercado, a partir da cooperativa Manejaí”, explica Cesar Andrade, supervisor das atividades da Embrapa no Marajó.

Já na região da rodovia Belém – Brasília, o projeto Sustenta e Inova vai dar seguimento ao trabalho que a Embrapa vem realizando nos últimos anos em parceira com o Cirad, no município de Paragominas, e ao projeto Refloramaz, focado na restauração florestal por agricultores familiares.

De acordo com a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, a restauração é um conceito amplo que envolve o sistema produtivo, solo e demais processos na propriedade rural. “Trabalhamos para implementar nas propriedades sistemas agroflorestais, tecnologias para a agricultura sem fogo e recuperação de pastagens degradadas”, explica. Para viabilizar essas atividades o projeto vai oferecer assistência técnica aos produtores, capacitação de técnicos extensionistas e formação de redes, avaliação dos sistemas introduzidos e apoio à formulação de políticas públicas.

 

Fonte – Embrapa Amazônia Ocidental

Foto – Divulgação

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