Propostas para um Brasil mais cooperativista

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A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lançou no dia 1º de junho a publicação “Propostas para um Brasil Mais Cooperativo”, que tem como objetivo nortear os candidatos à Presidência da República na elaboração de políticas públicas voltadas para o segmento. A iniciativa registra o empenho do nosso movimento em colaborar com a economia brasileira.

O documento apresenta propostas em prol da segurança alimentar, do combate à fome, da transição para uma economia verde de baixo carbono. Propõe a inserção do Cooperativismo em novos mercados, com maior participação no desenvolvimento do Norte e Nordeste, com parcerias público-privadas no âmbito da saúde. Destaca também o potencial das cooperativas educacionais para melhorar o ensino de modo inclusivo, equitativo e de qualidade.

Há ainda propostas referentes ao incentivo à competitividade das cooperativas de transporte de passageiros; fomento às cooperativas de turismo e lazer; valorização do cooperativismo na Política Nacional de Habitação; mais oportunidades para cooperativas de catadores; estímulo ao cooperativismo de plataforma; segurança jurídica e tributária para as cooperativas de consumo; gestão de recursos de municípios por cooperativas de crédito; além do desenvolvimento de políticas públicas que fomentem o crescimento de cooperativas de energia renovável.

O documento mostra também dados consolidados sobre os sete ramos do cooperativismo (Agropecuário; Crédito; Transporte; Trabalho, Produção de Bens e Serviços; Saúde; Consumo; e Infraestrutura) e o papel das cooperativas enquanto modelo de negócio sustentável, ambientalmente responsável e socialmente justo.

Em números, temos no Brasil cerca de 4,8 mil cooperativas (2,4 mil delas com mais de 20 anos de atuação no mercado). O movimento conta hoje com 17,1 milhões de cooperados e gera cerca de 455 mil empregos diretos. Além disso, o total de ativos do cooperativismo ultrapassa os R$ 655 bilhões.

Tratando especificamente das cooperativas de crédito, o movimento possui a maior rede de atendimento entre as instituições financeiras do país. São mais de 7,6 mil pontos, grande parte deles localizado em municípios onde os bancos tradicionais não desejam estar presentes. Contamos com 775 cooperativas, 11,9 milhões de cooperados e mais 79 mil empregos diretos gerados. Enquanto os bancos tradicionais se tornaram excessivamente seletivos na concessão de crédito e desatenciosos às demandas legítimas da sociedade, o cooperativismo financeiro apareceu para apontar novos caminhos, especialmente para os micro e pequenos empresários.

As propostas da OCB estão alinhadas com as novas demandas da sociedade, que anseia cada vez mais por modelos de negócios pautados pela transparência, inovação, trabalho em rede, mais humanizado, com senso de comunidade, com compartilhamento maior dos resultados, responsabilidade socioambiental, colaboracionista.

Nesse sentido, gostaria de destacar a importância de iniciativas locais como a do deputado Francisco do PT, cujo projeto de lei de sua autoria criou a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo no RN. E também parabenizar a Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo da Assembleia Legislativa do RN, presidida pelo deputado George Soares.

Como presidente de uma cooperativa financeira, que observa no dia a dia os efeitos práticos da economia solidária na vida dos nossos associados, digo com firmeza que investir no fortalecimento do Cooperativismo é investir numa Nova Economia. O desenvolvimento das cadeias produtivas no Brasil, especialmente no Rio Grande do Norte, tem muito mais a crescer com a força da união e do trabalho colaborativo proporcionada pelo Cooperativismo.

 

Artigo de Custódio Arrais = Presidente do Sicoob Potiguar

Foto – Divulgação

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