Agricultura familiar movimenta R$ 1,5 milhão em 2018 na Feira do Empreendedor Rural em Parintins

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A Feira do Empreendedor Rural Familiar da cidade de Parintins no Amazonas. movimentou em 2018 R$ 1.560.339,24, registrando um acréscimo de 70% em comparação ao ano de 2017, cuja renda anual foi R$ 910.047, 74. A farinha de mandioca, símbolo da cultura popular brasileira e outros derivados do tubérculo foram responsáveis pelo maior fluxo financeiro com R$ 956.354,50 em vendas.

Os números são contabilizados pela Prefeitura de cidade, por meio da Secretaria de Pecuária, Agricultura e Abastecimento (Sempa) e demonstram ligeira retomada no crescimento da agricultura familiar.

Os dados atestam que dos quatro grupos comercializados na feira, 61,29% são provenientes dos derivados da mandioca. Desse percentual, 37% correspondem ao comércio de farinha amarela, 26% a goma, 19% beijus e pé de moleque e 5% venda de tucupi.

O secretário da Sempa, Edy Albuquerque, relata que mesmo com todas as adversidades naturais e migração de produtores para outros pontos de venda na cidade, a agricultura familiar demonstra seu potencial de produção, chegando cada produtor auferir uma renda de R$ 33.198,70 nos doze meses de 2018.

Na área dos hortifruti o valor comercializado foi de R$425.612,74 e produtos derivados do leite representaram R$ 28.385,00.

Negociaram na feira 47 agricultores familiares oriundos de 20 comunidades rurais, sendo 90% do Projeto de Assentamento Vila Amazônia. A feira recebeu visita de 31.200 pessoas que compraram produtos regionais da agricultura familiar.

Foi destaque a comunidade São Sebastião do Quebra com maior participação efetiva em 2018.

“Nós acreditamos que com os projetos que estamos trabalhando, com apoio do prefeito Bi Garcia, do vice-prefeito Tony Medeiros,

com a aquisição de máquinas e a melhoria do transporte, a quantidade de produtos comercializados na feira pode elevar em mais de 50%, potencializando a renda das famílias e padronizando a produção, principalmente os derivados da mandioca”, salientou Albuquerque, ressaltando as parcerias com o Ministério da Agricultura, Embrapa, IDAM e demais órgãos.

Os números de 2018 estimulam os projetos que estão em andamento visando potencializar a produção com novas tecnologias, a mecanização de área, com sementes resistentes e produtivas e automação da produção. A introdução de tecnologias prevê o crescimento da produção, especialmente da cadeia da mandioca, que de 9 toneladas de tubérculos pode chegar a 40 toneladas. A ideia é reduzir o trabalho braçal, aumentar a produtividade e a consequente a qualidade e renda ao produtor.

Tomando por base o mês de janeiro de 2018, o secretário destacou o produtor rural Edson Souza da Silva, da comunidade São João do Mato Grosso que chegou a comercializar R$ 9.568,00 de diversos produtos. Na parte de derivados do leite o produtor José Charlube Ferreira Reis vendeu R$ 14.035,00 em queijos e doces e

o agricultor Felipe Ferreira da comunidade do Maranhão comercializou R$ 4.335,00 em beijus e pé de moleque. Na área de hortifruti a produtora Shirley Pena da comunidade São Pedro do Parananema negociou R$5.696,50.

O produtor Wilson Leal Marques da comunidade do Máximo também se destacou por negociar farinha na qualidade aceitável para os padrões comerciais.

O coordenador de Produção Vegetal da Sempa, Luiz Carlos Roçoda aposta na cadeia produtiva da mandioca por ser um produto que culturalmente nosso povo sabe plantar e beneficiar extraindo dela os seus derivados.

 

Fonte – PMP

Foto – Divulgação