Cooperativismo pode ser a maneira eficaz do país enfrentar o problema do déficit habitacional

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Entre tantos desafios que os próximos governantes terão pela frente, como oferecer à população melhorias nas áreas da segurança e da saúde, por exemplo, resolver a questão do déficit habitacional será também um dos mais complicados. Uma alternativa para enfrentar o problema e reduzir o número de pessoas carentes de moradia digna em todo o país, que hoje é de aproximadamente 6 milhões de vidas, é por meio do cooperativismo habitacional. Uma prática muito comum em países de primeiro mundo, mas ainda pouco explorada por aqui.

“Anos atrás, países como Dinamarca, Suíça, Bélgica e Suécia encontraram nesse modelo o caminho para a possibilidade da casa própria a uma boa parcela da população”, diz Edivaldo Del Grande, presidente da Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo) e também do Sescoop/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo). Por aqui, o município de Taboão da Serra (localizado na Região Metropolitana de São Paulo) tem servido de referência, por meio da Cooperativa Habitacional Vida Nova.

Criada no final do ano de 1996, de lá para cá a cooperativa já entregou 10 empreendimentos habitacionais construídos em 51 torres, atendendo aproximadamente 8 mil famílias. Novos empreendimentos já estão programados, contemplando inclusive municípios próximos, como Embu das Artes. “Uma das principais diferenças entre o cooperativismo habitacional e as construtoras convencionais é que o primeiro não visa lucro algum. Isso faz com que o valor dos imóveis tenha um custo de mercado bem mais baixo”, diz Del Grande.

Estima-se que um imóvel de uma cooperativa habitacional custe pelo menos 30% menos, se comparado ao mercado tradicional. “Sem contar a geração de postos de trabalho que o cooperativismo promove, movimentando a economia local”, completa o presidente da Ocesp e do Sescoop/SP.

Aluguel – Outra opção para a população de baixa renda que enfrenta dificuldade para alugar um imóvel é a startup Alpop, que ajuda famílias que recebem entre um a seis salários mínimos a encontrar uma casa para morar e se inserir no mercado formal imobiliário. Por meio de uma plataforma digital, que dispensa aluguéis adiantados, fiança ou seguro dos locatários, essas pessoas podem alugar um imóvel. Além disso, em suas análises não são considerados dados do Serasa ou do SPC. O aplicativo tem um fundo garantidor próprio que se responsabiliza pelo pagamento para o proprietário, mesmo não sendo fiador nem seguradora.

 

Fonte – SEGS

Foto – Divulgação