Embrapa promove capacitações para agricultores de Itacoatiara e Parintins

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A Embrapa Amazônia Ocidental promoveu dois cursos voltados para produtores rurais no dia 15 de março, com o objetivo de orientar agricultores familiares para um melhor desempenho em suas atividades no interior do estado do Amazonas. No município de Itacoatiara (AM), foi oferecido o curso “Enxertia em Fruteiras: Cupuaçu, Graviola e Citros”, enquanto que em Parintins (AM), produtores puderam participar do curso “Fabricação de Biofertilizante”.

Ministrado pelo pesquisador Marcos Vinícius Bastos Garcia e pelo técnico Anderson Clayton da Silva Wolff, o curso sobre enxertia foi direcionado para produtores da comunidade São João do Araçá, em Itacoatiara. Segundo os instrutores, atualmente são diversas as vantagens da enxertia e, para a maioria das espécies de interesse comercial, praticamente se utilizam somente plantas reproduzidas por esta técnica. Isso porque entre as espécies de fruteiras cultivadas, a maioria tem polinização cruzada, o que significa que para produzir sementes necessita-se do cruzamento entre os indivíduos. Dessa forma, as mudas obtidas a partir de sementes, mesmo que colhidas de uma planta muito produtiva, não terão o mesmo vigor e produtividade, por causa da recombinação genética devido ao cruzamento. A utilização de plantas enxertadas têm como vantagem a manutenção das características herdadas da planta matriz, a rapidez na multiplicação e precocidade na produção de frutos.

Já em Parintins, o curso sobre o processo de fabricação de biofertilizantes foi ministrado pelo técnico da Embrapa Carlos Roberto da Silva e pela servidora da Secretaria Municipal de Produção Agrícola Gladimir Rosas Hauradou, e aconteceu na Comunidade Nossa Senhora do Rosário do Máximo. O biofertilizante é um adubo orgânico líquido feito com materiais fáceis de serem encontrados e fica pronto em um tempo relativamente curto. É aplicado nas folhas ou junto com a água de irrigação. Fornece nutrientes essenciais para as plantas e auxiliam no controle de doenças e insetos, além de propiciar uma resposta mais rápida que os fertilizantes de solo.

 

Fonte – Embrapa

Foto – Divulgação