Muni Lourenço – presidente da FAEA abriu em Brasília, o Seminário promovido pela CNA com o tema “Discutindo a Irrigação Localizada”

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Produtores, técnicos e especialistas do setor agropecuário participaram do seminário “Discutindo a Irrigação Localizada”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela empresa Netafim, na quinta (26), em Brasília. O objetivo foi debater o uso racional da água e os avanços tecnológicos das técnicas de irrigação.

Na abertura do evento, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA) e da Comissão de Meio Ambiente da CNA, Muni Lourenço, afirmou que o Brasil tem capacidade de expandir o uso da irrigação na agricultura, que hoje responde por apenas 10% da área potencialmente irrigável.

“O país tem o desafio de alimentar o mundo. Para isso, precisa investir em tecnologias, como a irrigação que pode dobrar a produção e consumir menos água”.

O Seminário foi dividido em quatro palestras sobre a utilização racional da água, princípios de irrigação localizada, avanços tecnológicos e alguns casos de sucesso na cultura do tomate, na produção de frutas e grãos.

O pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), Rodrigo Maule, afirmou que a agricultura irrigada otimiza insumos e equipamentos e proporciona maior estabilidade da oferta de alimentos.

“O Brasil tem potencial para expandir a irrigação. Temos ferramentas (dados, informações e potencial de análise) que podem apoiar a tomada de decisão em ações de desenvolvimento do setor”, disse Maule.

Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Netafim, Marcus Tessler, se o país não melhorar o rendimento das culturas, a demanda por alimentos irá superar a produção. “A ideia é produzir mais comida na mesma área. É melhorar a utilização dos recursos, preservando o meio ambiente”.

A palestra sobre a importância da água na agricultura brasileira foi apresentada pelo presidente da Netafim, Alexandre Gobbi, que enfatizou o uso de tecnologias na irrigação para reduzir o consumo da água, aumentar a produtividade das lavouras e minimizar os efeitos da crise hídrica.

Os debates foram encerrados pelo Diretor de Marketing da Netafim, Carlos Sanches. “Quando introduzimos uma tecnologia na planta, ela se torna mais eficiente. A empresa investe em tecnologias para aumentar a produtividade das culturas. Temos 33 projetos de grãos em todo o país e 550 mil hectares irrigados por gotejamento subterrâneo”.

Fonte – CNA/SENAR

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