Reforma energética no México abre oportunidades para as cooperativas

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A reforma energética abre uma oportunidade relevante para a formação de cooperativas neste setor, sobre tudo para a auto geração de eletricidade, considerou o presidente do Conselho de Administração de Cooperativas das Américas, Ramón Imperial.

“As cooperativas de eletricidade e de serviços públicos, como esgoto, frenagem, são áreas que podemos desenvolver aqui. Existe até uma abertura para ir criando também auto geração de eletricidade, poderia resolver com cooperativas e o excedente de energia produzido ser vendido para a Comissão Federal de Eletricidade (CFE)”, disse Imperial.

O dirigente lembrou que em outros países existem cooperativas de eletrificação que permitem as pessoas investir pequenos recursos para ser parte de um negócio rentável e com benefícios de ordem social importante. Sobre a reforma que se está implementando no México, destacou que existe “uma abertura para criar também experiências de autogestão de eletricidade, que poderia resolver com esquemas cooperativos e vendendo os excedentes a Comissão Federal de Eletricidade (CFE)”.

Considerou que a figura das cooperativas tem lugar em qualquer ramo da atividade econômica, embora não está desenvolvido uma cultura sobre o tema que deveria promover desde as universidades, para incentivar os empreendedores para não trabalharem em seus projetos sozinhos.

Apontado, por exemplo, que “no México a questão das cooperativas de habitação está subdesenvolvida, que praticamente não se utiliza” e que essa é outra área de oportunidade para “um setor baseado na união e trabalho conjunto com o objetivo do bem-estar social”.

Além do mais, Imperial ressaltou a dificuldade em obter cifras oficiais de todas as cooperativas do México, sendo que dados estimados indiquem que existem em torno de 10 mil cooperativas nos diferentes setores e cerca de 10 milhões de pessoas associadas a elas.

“Se considerar uma população de 130 milhões, o número de sócios em cooperativas é baixo. Então é necessário mais esforço, pois existem cooperativas que tem se destacado no país, como Pascual Boing, Cruz Azul, Casa Popular Mexicana, mas falta um esforço real para um desenvolvimento pleno, pontuou Imperial.

 

Fonte – ACI

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