Técnicos da agência de fomento do Amazonas participam de capacitação sobre a cultura da mandioca

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A produção e o consumo da mandioca e da macaxeira são de extrema importância para o Amazonas, servindo de base para a alimentação de boa parte da população e também sendo o principal produto primário produzido no estado. Com o objetivo de capacitar técnicos da Agência de Fomento do Estrado do Amazonas (Afeam) e do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), a Embrapa Amazônia Ocidental promoveu o curso “Cultivo de Mandioca no Amazonas”, no dia 04 de outubro, na sede da empresa, em Manaus (AM). A iniciativa faz parte do projeto “Avaliação de coeficientes técnicos e capacitação de agentes de fomentos, em sistemas de produção de culturas de importância social e econômica para o Estado do Amazonas”, desenvolvido pela Embrapa e Afeam.

O curso foi ministrado pelos pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental Inocêncio Junior de Oliveira e José Roberto Antoniel Fontes. De acordo com Oliveira, citando dados do IBGE, no ano passado foram plantados 86 mil hectares de mandioca no estado, com uma produtividade de 9,6 mil toneladas/ha. Segundo o pesquisador, é uma produtividade muito baixa, uma das menores do país, resultado da pouca adoção de tecnologia pelos produtores. “Com estratégias de manejo de fácil apropriação pelos produtores e com baixo custo, é possível dobrar essa produtividade em curto espaço de tempo, aumentando a oferta de alimentos e também a renda das famílias”, salientou Oliveira.

Ainda segundo o pesquisador, as práticas recomendadas pela Embrapa englobam desde a preparação da área para o plantio até a pós-colheita. Nesse sentido são aspectos importantes ações como a correção e adubação dos solos, a escolha de variedades adaptadas para a região, a seleção das manivas-semente, espaçamentos entre as plantas, controle de plantas daninhas e de insetos-praga, entre outras práticas. “Existem dois fatores que estão relacionados diretamente ligados ao aumento da produtividade: o fator genético, relacionado às variedades e às manivas utilizadas; e o fator ambiental, que são as práticas de manejo”.

Já o pesquisador José Roberto Antoniel Fontes abordou o controle integrado de plantas daninhas na cultura da mandioca. De acordo com o pesquisador, fazer o controle de plantas indesejadas na área cultivada é essencial para o bom desenvolvimento da mandioca, uma vez que essas plantas promovem uma competição pelos nutrientes e pela água presente no solo. “Existem dois tipos de controle que o produtor pode utilizar, o controle mecânico, geralmente feito com capinas na área, e o controle químico, utilizando herbicidas para realizar esse controle”, disse o pesquisador.

Além da parte teórica, os participantes do curso também foram a campo conhecer experimentos com o cultivo da mandioca. Uma das áreas visitadas foi o Banco Ativo de Germoplasma, uma coleção que reúne mais de 300 acessos diferentes de plantas que foram recolhidas no estado do Amazonas. Também foi visitado um experimento de manejo com a variedade de mandioca BRS Purus, que é recomendada para o estado.

Conforme o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental e coordenador da parceria com a Afeam, José Olenilson Pinheiro, essa capacitação é mais uma etapa do projeto que tem como objetivo principal fortalecer a produção agropecuária no Amazonas. O objetivo do curso foi capacitar os técnicos da Afeam, visando a um melhor planejamento nos projetos de financiamentos agropecuários, nesse caso para a cadeia produtiva da mandioca. Por meio dessa parceria entre a Embrapa e a Afeam, iniciada em 2015, já foram realizadas diferentes capacitações, abordando temas como irrigação, mecanização agrícola, piscicultura, bovinocultura de leite, castanha-do-brasil e ILPF. “Com a iniciativa, visamos dar maior conhecimento técnico tanto na elaboração de propostas para financiamento como na avaliação dos projetos pela agência de fomento”, ressaltou Pinheiro.

Fonte – Embrapa/Amazônia

Foto – Divulgação