Universidade do Novo México propoe levar produtos amazônicos para comercialização nos EUA

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O Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), estuda levar produtos amazônicos oriundos do setor primário para serem comercializados nos Estados Unidos (EUA). O assunto foi tratado, na manhã desta quarta-feira (27/3), em reunião, na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (Aades), que contou com a presença do professor da Universidade do Novo México, Ph.D em Filosofia, área de estudo Econômicos pela Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), Raul Gouvea.

O professor destacou que o governo americano tem interesse em desenvolver projetos na Amazônia, com apelo ambiental, sustentável e de fomento da cadeia produtiva do Amazonas, a partir de parcerias governamentais e público-privadas.

Uma das iniciativas apresentadas é a de trazer alunos da universidade americana para o Amazonas, que possam ter contato com a realidade e os produtos amazônicos e estudar meios de logística, armazenamento e transporte para que esses alimentos possam estar nas prateleiras do mercado exterior.

O presidente da ADS, Flávio Antony Filho, destacou que esse intercâmbio e essa nova janela que se abre possibilita novos negócios, qualidade de vida e garantia de renda para os pequenos produtores do Estado. “Com políticas de incentivo à produção rural, firmando parcerias certas e ampliando os horizontes para a comercialização dos nossos produtos, a ADS busca gerar atrativos para o homem do campo e contribuir para a interiorização do Estado”, explicou.

Flávio Antony Filho destacou, ainda, que a descentralização da economia, hoje voltada ao modelo da Zona Franca de Manaus, se faz necessária. “Temos potencial para explorar e diversificar a economia do Estado a partir dos nossos produtos amazônicos. A demanda por pescado do Amazonas, por exemplo, é uma realidade em vários países e firmar parceria com os Estados Unidos já é o primeiro passo”, ressaltou.

Segundo o professor Raul Gouvea, os Estados Unidos e a Europa apresentam uma grande demanda para adquirir frutas desidratadas. Ele ressalta que essa também pode ser uma nova oportunidade de negócio, com a produção de frutas secas de origem amazônica, de maior rentabilidade e alto valor adicionado.

União governamental – O presidente da Aades, Mike Ezequias dos Santos, apontou que a agência está à disposição para a produção de projetos que tragam o desenvolvimento econômico e social, envolvendo parcerias das secretarias e o apoio de recursos internacionais.

“A união das secretarias é fundamental neste cenário com a gestão do governador Wilson Lima, para que o Estado do Amazonas promova o desenvolvimento e visibilidade da Amazônia, viabilizando a entrada de mais investimentos para o Estado, e, com isso, todos tendem a ganhar”, destacou Mike Ezequias.

Raul Gouvea ressaltou a importância do investimento no setor primário para gerar qualidade de vida e renda aos produtores em suas localidades. Elencou também ideias que tragam tecnologias para recursos hídricos e empreendedorismo sustentável.

“Foi discutida a ideia de trazer o MBA em Empreendedorismo Sustentável. Vamos trazer os melhores profissionais de fora do país para esse projeto. A ideia ainda está no inicio e ainda vamos tratar as possibilidades, assim também como tecnologias que desenvolvam não só a floresta amazônica, mas também tecnologias voltadas as área de recursos hídricos”, comentou.

Presenças – Também participaram da reunião, o diretor técnico da AADES, Bráulio Lima; o diretor Administrativo Financeiro, Ezequiel Oliveira; representantes da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror); Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) e Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

 

 

Fonte – Secom

Foto – Divulgação