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Nova lei amplia Justiça Federal no Amazonas e reforça combate nas fronteiras

A criação de novas varas federais no Amazonas e em Mato Grosso do Sul busca aproximar a Justiça da população e fortalecer a atuação em regiões de fronteira.
A nova lei aposta na interiorização da Justiça Federal como estratégia para enfrentar o avanço do crime organizado em áreas consideradas sensíveis.
Especialistas apontam que a interiorização da Justiça pode agilizar processos e aumentar a presença do Estado em áreas mais vulneráveis.

Com as novas varas federais, Amazonas e Mato Grosso do Sul passam a ter reforço na estrutura judicial voltada ao combate de crimes ligados às fronteiras.
A sanção da lei que cria novas varas federais no Amazonas e em Mato Grosso do Sul marca um avanço na expansão da Justiça Federal em regiões estratégicas do país. A medida tem como foco ampliar o acesso da população aos serviços judiciais e fortalecer o combate ao crime organizado nas fronteiras. Especialistas apontam que a interiorização da Justiça pode agilizar processos e aumentar a presença do Estado em áreas mais vulneráveis. A nova estrutura também deve reforçar ações integradas de segurança e investigação. A expectativa é de uma atuação mais próxima das comunidades e mais eficiente no enfrentamento da criminalidade.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira (6) a Lei 15.401/26, que cria varas federais de Justiça nos estados do Amazonas e de Mato Grosso do Sul.

A norma estabelece duas varas federais no Amazonas, nos municípios de Tefé e Humaitá. A instalação é responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

No Mato Grosso do Sul, ficam estabelecidas seis varas, nos municípios de Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados, sob responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A lei tem o objetivo de interiorizar a presença da Justiça Federal, facilitando o atendimento da população dessas áreas. Segundo o texto, fica autorizada a criação de cargos de juízes e servidores, assim como a criação de infraestrutura necessária para pleno funcionamento das novas unidades.

A nova lei teve origem no Projeto de Lei (PL) 6359/25, de autoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A proposta foi aprovada pela Câmara em março e em seguida pelo Senado.

Crime organizado

Na Câmara o projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Dagoberto Nogueira (PP-MS). Segundo ele, a medida vai auxiliar no combate ao crime organizado transnacional e na ampliação do acesso à Justiça.

“O projeto é essencial ao fortalecimento da segurança pública e ao combate ao crime organizado transnacional, especialmente nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, regiões que respondem pelos maiores índices de apreensão de drogas e armas do país”, disse Nogueira.

No Senado, a proposta recebeu relatório favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que defendeu a implementação das novas unidades federais por ser uma norma de facilitação da prestação de serviços judiciários em áreas caracterizadas como extensas e, por vezes, “com baixa capacidade de monitoramento em razão das características ambientais”.

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Texto com apoio da Inteligência Artificial e edição da Coopnews

Foto – Renato Araújo/Agência Brasília

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