Com a participação de agricultores familiares e extrativistas do nordeste Paraense e região das ilhas de Belém foi realizada a 1ª Oficina do Projeto Rede Quirera, nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, na sede da Embrapa Amazônia Oriental.
O evento debateu sobre as ações do projeto, perspectivas para 2023, além de teoria e prática sobre tecnologias para a obtenção de farinhas alimentícias.
A Rede Quirera foi o primeiro projeto de inovação social aberta em execução pela Embrapa Amazônia Oriental, iniciado em 2019, para atuar, por meio da troca e construção coletiva de saberes, auxiliar no resgate, valorização e profissionalização de parte da cultura alimentar do nordeste paraense. Nesse projeto, o saber e as práticas tradicionais de agricultores familiares e extrativistas se unem à ciência agropecuária para a fabricação de farinhas alimentícias tendo como base produtos e bioativos da sociobiodiversidade da região.
Dalva Mota, pesquisadora da Embrapa, explica que embora o projeto tenha como uma de suas finalidades a fabricação de farinhas alimentícias de frutas e tubérculos da região, é mais que isso, pois atua também na valorização do trabalho e da organização dos agricultores que integram a Rede Bragantina de Economia Solidária Artes e Sabores, da Cooperativa Mista dos Agricultores e Agricultoras Familiares entre os Rios Caeté e Gurupi (Coomar), e do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB). “O projeto cria ambientes nos quais se possa dialogar sobre produtos da agrobiodiversidade, presentes nas comunidades, e que estavam se perdendo da tradição alimentar local, sendo desperdiçados ou subaproveitados, como tubérculos e frutos, a exemplos do cará e da pupunha”, explica a pesquisadora.
Ainda de acordo com a pesquisadora, com safras curtas porém abundantes, alimentos tradicionais eram consumidos apenas in natura e que a transformação desses produtos em farinhas, preserva as propriedades nutricionais importantes para a segurança alimentar das comunidades, assim como possibilita agregação de valor e geração de renda, por meio da comercialização.

Fonte – Embrapa Amazônia Oriental
Foto – Divulgação




