O período chuvoso aumenta o risco de crescimento dos casos de dengue em várias regiões do país. Com mais calor e água parada, o ambiente se torna ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da zika e da chikungunya. Por isso, a prevenção precisa fazer parte da rotina das comunidades.
O ciclo de vida do mosquito é rápido. Em menos de uma semana, os ovos podem se transformar em mosquitos adultos. A maioria desses focos está dentro das casas ou em áreas próximas, como quintais e calçadas, o que torna o cuidado diário ainda mais importante.
Segundo a professora da área de Saúde da Wyden, Josiani Nunes, combater a dengue depende, principalmente, de atitudes simples. “O mosquito costuma se criar dentro de casa. Basta um pouco de água parada para virar um foco. Separar alguns minutos da semana para verificar quintal, calhas e caixas d’água já ajuda muito”, destaca.
Entre os principais pontos de atenção estão caixas d’água sem vedação adequada, calhas entupidas, pneus descartados de forma irregular, pratinhos de plantas com água acumulada e recipientes deixados ao ar livre. Eliminar esses focos interrompe o ciclo do mosquito e reduz o risco de transmissão da doença.
Além da prevenção, é fundamental reconhecer os sintomas da dengue. Febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e manchas avermelhadas na pele estão entre os sinais mais comuns. Em casos mais graves, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
A automedicação também representa um risco. “Muita gente acha que é só uma virose e tomar qualquer remédio. Isso pode piorar o quadro. Na dúvida, o ideal é procurar um serviço de saúde e evitar medicamentos sem orientação”, orienta Josiani Nunes.
Embora existam estratégias complementares, como a vacinação para públicos específicos em algumas localidades, especialistas reforçam que a principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação da água parada. A prevenção mecânica segue como a medida mais eficaz e acessível.
O enfrentamento da dengue é uma responsabilidade compartilhada. Enquanto o poder público atua no controle de vetores e na limpeza urbana, a participação da população é decisiva. A adoção de cuidados simples e contínuos no ambiente doméstico pode evitar o aumento dos casos e contribuir diretamente para a proteção da saúde coletiva.
Fonte – Ascom
Edição – Coopnews
Foto – Divulgação/Ascom




