Com a proposta fim de melhorar a qualidade de vida da população do Amazonas, com mais investimentos, agregando conhecimento tradicional e consolidando o científico, além de preservar a floresta, o Plano de Bioeconomia (PlanBio) do estado, em construção coletiva desde 2020, entra na sua segunda fase, o da participação social.
Nos dias 11 e 12 deste mês, a economista e presidenta do Conselho Regional de Economia (CORECON-AM/RR), Michele Aracaty, que integrou a equipe técnica responsável pela sistematização das informações das etapas anteriores à construção do PlanBio do Amazonas, participou de encontro organizado pela Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) que reuniu diversos órgãos, instituições e comunidades, de Manaus e vários municípios amazonenses, para apresentar um documento preliminar já construído do Plano e ouvir sugestões de melhoria, num processo totalmente participativo.
A proposta é que o documento seja apresentado na COP-30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que acontecerá em novembro deste ano, na cidade de Belém (PA).
“Venho acompanhando com entusiasmo o processo de construção do PlanBio, enquanto economista. Tive a oportunidade de integrar a equipe que consolidou os dados, vindo de todas as secretarias estaduais, em um único documento. E digo que ele é importante, pois irá nortear esse novo momento do estado, para receber recursos, nacionais e internacionais, para implementar ações, além do mapeamento dos produtos da cadeia produtiva que são mais propícios para serem estimulados, a partir da bioeconomia do Amazonas”, explicou Michele.
Ela ainda destacou que esses investimentos serão fundamentais para melhorar a qualidade de vida de quem está na floresta, tendo como base a sociobiodiversidade: fazendo uso dos produtos da floresta, agregando valor, mas também preservando, gerando “emprego e renda verde”, com preservação ambiental.
“A Amazônia tem a sua própria construção de tecnologia social. Temos aquelas comunidades que sabem fazer o processo delas. E uma das pautas é aproveitar o conhecimento tradicional e consolidar o conhecimento científico. Não podemos chegar nas comunidades e dizer que está tudo errado e têm que fazer diferente. Mas elas que irão trazer o seu conhecimento nessa construção. Isso é tecnologia social, sendo definida na literatura ‘como sendo todo produto, método, processo ou técnica criado para solucionar algum tipo de problema social que proporciona melhoria”, completou a presidenta do CORECON-AM/RR, acrescentando que tecnologia não é somente inovação e startups, mas, sobretudo, conhecimento tradicional agregado ao científico.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação/Ascom