Amapá e Pará avançam em uma nova estratégia para fortalecer o turismo na Amazônia com foco em desenvolvimento sustentável, geração de renda e valorização cultural. A iniciativa, realizada em parceria com a UNESCO, prevê o mapeamento das potencialidades e desafios das áreas de fronteira com a Guiana Francesa e o Suriname. O projeto busca criar rotas integradas que unam preservação ambiental, identidade regional e oportunidades econômicas. No Amapá, empreendedores terão acesso facilitado ao Fungetur por meio do programa “Brasil Mais Crédito”, com atenção especial ao protagonismo feminino no setor. Além disso, recursos federais serão aplicados na revitalização da orla e na construção de um novo centro comercial. A expectativa é acompanhar o crescimento do fluxo turístico na região, que já registrou aumento de 30% no início deste ano.
O extremo norte do Brasil está prestes a viver uma transformação em sua vocação turística com um novo olhar estratégico do Governo Federal. Em visita recente ao Oiapoque, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, anunciou um plano robusto para integrar as fronteiras do Amapá e do Pará com a Guiana Francesa e o Suriname. Com o apoio técnico da UNESCO, a iniciativa quer transformar barreiras geográficas em corredores de desenvolvimento econômico sustentável. O foco é claro: mapear o que a região tem de melhor, resolver gargalos históricos de infraestrutura e, acima de tudo, gerar empregos e renda para as comunidades locais.
Um diagnóstico profundo para destravar o potencial regional
O primeiro passo dessa jornada é entender a realidade do terreno para que as políticas públicas não fiquem apenas no papel. Através de uma parceria estratégica com a UNESCO, será realizado um estudo detalhado para identificar as oportunidades e os obstáculos do turismo na divisa com nossos vizinhos sul-americanos. A ideia é unir a preservação ambiental — marca registrada da Amazônia — com a valorização da cultura local, criando rotas que façam sentido tanto para quem visita quanto para quem vive na região. Esse trabalho faz parte de um esforço maior que já colhe frutos em outros estados do Norte e do Sul do país, buscando uma integração regional de fato.
Crédito na mão e apoio aos pequenos empreendedores
Não se faz turismo sem gente e sem investimento, e o plano dá atenção especial a quem está na ponta: o empreendedor local. Durante a agenda no Amapá, técnicos do Ministério orientaram sobre o acesso ao Fungetur, um fundo que oferece financiamento com condições facilitadas para pequenos negócios prosperarem. É o projeto “Brasil Mais Crédito para o Turismo” chegando à fronteira para garantir que pousadas, restaurantes e agências tenham fôlego financeiro. Além disso, houve um destaque importante para o protagonismo feminino, com medidas que facilitam o crédito para mulheres empreendedoras, reforçando a justiça social através do setor.
Oiapoque e a nova cara da integração com os vizinhos
O município de Oiapoque, que acaba de completar 81 anos, é o símbolo dessa nova fase. A cidade está ganhando investimentos em infraestrutura, como a revitalização da orla e a construção de um centro turístico para produtos locais, somando milhões em recursos federais. Esse fortalecimento é estratégico, já que o fluxo de turistas vindos do Suriname, por exemplo, cresceu mais de 30% no início de 2026, com a grande maioria entrando justamente pelo Pará. Ao organizar o Plano Municipal de Turismo e estreitar laços com os países vizinhos, a região deixa de ser apenas o “fim do mapa” para se tornar o portão de entrada de um intercâmbio cultural e econômico vibrante.
Fonte – Mtur
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Redação e Edição da Coopnews
Foto – Márcio Pinheiro/MDIR




