Processamento de dados geográficos é tema de curso promovido pela Embrapa

Ciência e Tecnologia

Ferramentas de geotecnologia são cada vez mais utilizadas por pesquisadores de diversas áreas, como em estudos relacionados aos recursos florestais e gestão territorial. Com o objetivo de capacitar pesquisadores e estudantes do estado do Amazonas no processamento de dados obtidos remotamente, a Embrapa Amazônia Ocidental promoveu o curso “Introdução ao QGis para processamento de dados geográficos”, entre os dias 3 e 7 de fevereiro de 2020. A capacitação foi realizada nas instalações Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Manaus (AM).

A capacitação foi ministrada por Odair Silva Robaina e Tiago José Morais da Silva, que atuam no Censipam e possuem ampla experiência nessa área. Participaram do curso 15 pessoas entre estudantes e pesquisadores de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), entre outros. A capacitação é uma iniciativa do projeto “Conhecimento Compartilhado para Gestão Territorial Local da Amazônia (TERRAMZ)”, integrante do Fundo Amazônia e com recursos repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Kátia Emídio da Silva, a iniciativa buscou treinar no uso do QGis, que é um software, de acesso livre, de Sistemas de Informações Geográficas que é amplamente utilizado em todo o mundo. “A ideia é compartilhar conhecimentos para intensificar o uso de informações geográficas por parte de pesquisadores e estudantes que atuam na área florestal e na gestão territorial”. De acordo com a pesquisadora, o QGis conta com uma série de ferramentas para o processamento de dados geográficos, sejam estes vetoriais ou de imagens como as obtidas por satélites ou por drones, com a vantagem de possuir uma interface amigável. Com isso, é possível o desenvolvimento de produtos cartográficos de alto nível, bem como a realização de análises espaciais complexas.

Essa capacitação faz parte de uma série de ações do TERRAMZ visando a ampliação dos conhecimentos e do uso de ferramentas que contribuam para estudos sobre recursos florestais e gestão territorial. Em 2019, por exemplo, foram realizados dois cursos sobre operação de drones, uma das formas de captação de imagens para uso em SIGs. “Nessa sequência, procuramos abranger diferentes etapas do processo, desde a captura das imagens que interessa a pesquisa até o processamento dessas imagens e sua transformação em uma informação geográfica que contribua para o desenvolvimento de estudos para uma gestão mais eficiente dos recursos de forma geral”, ressalta Kátia.

 

Fonte – Embrapa Amazônia Ocidental

Foto – Divulgação

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