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Programa quer recuperar terras degradadas e aumentar a produção agrícola no país

A proposta aposta em produtividade, uso inteligente do solo e sustentabilidade. O texto ainda está em discussão na Câmara dos Deputados e, para virar lei, precisa do aval da Câmara e do Senado.
Uma comissão aprovou um programa que busca ampliar a produção agrícola sem abrir novas áreas e sem estimular o desmatamento.
A recuperação de terras degradadas entrou no centro do debate no Congresso.

A recuperação de terras degradadas na Amazônia entrou de vez na pauta do Congresso. Em dezembro, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um programa nacional voltado a dar novo uso a áreas já degradadas, sem avançar sobre a floresta.

A proposta parte de uma ideia simples: produzir mais onde já foi aberto, usando tecnologia, boas práticas e manejo responsável do solo. O objetivo é fortalecer a agropecuária, gerar renda no campo e, ao mesmo tempo, cumprir metas ambientais.

De autoria do deputado Duda Ramos, o projeto prevê a atuação conjunta do governo federal, estados e municípios na recuperação dessas áreas. Entre as metas estão o aumento da produtividade agropecuária, a adoção de práticas sustentáveis, o uso de tecnologia no manejo do solo e a contribuição para a preservação ambiental da Amazônia.

Parecer favorável

O relator, deputado Vicentinho Júnior (PP-TO), destacou que a medida é essencial para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor.

O programa prioriza a recuperação de solos que perderam a capacidade produtiva em razão do uso inadequado ou da erosão.

Segundo o parlamentar, o Brasil possui milhões de hectares em níveis moderados ou severos de degradação. “A recuperação dessas terras permite que o Brasil continue crescendo na produção de alimentos de forma eficiente, utilizando o território que já está antropizado [ocupado pelo homem]”, afirmou.

Próximos passos

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de  Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Edição – Coopnews

Foto – Portal E GOV

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