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Projeto que dá a cooperativas acesso a fundos de desenvolvimento vai à sanção

Expectativa do setor é que a nova regra incentive investimentos e abra oportunidades em diferentes regiões do país.
Medida aprovada no Senado e na Câmara dos Deputados amplia acesso das cooperativas a fundos de desenvolvimento.
Projeto reconhece o papel das cooperativas na geração de emprego, renda e fortalecimento da economia regional.

O projeto que amplia o acesso das cooperativas aos fundos de desenvolvimento avançou no Congresso Nacional e agora segue para sanção presidencial. A proposta foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, reforçando o reconhecimento da importância do cooperativismo para a economia brasileira. A expectativa é que a medida facilite investimentos, fortaleça pequenos negócios e impulsione a geração de emprego e renda. Representantes do setor comemoram o avanço da proposta, considerada estratégica para o desenvolvimento regional. O texto também amplia as possibilidades de crescimento para cooperativas de diferentes segmentos no país.

As cooperativas poderão ter acesso aos recursos de três fundos de desenvolvimento. É o que prevê o projeto de lei complementar, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), aprovado nesta semana pelo Congresso Nacional.

Agora o projeto (PLP 262/2019) vai à sanção da Presidência da República.

Os fundos em questão são:

o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE);
o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA);
o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

A proposta havia sido aprovada no Senado em julho de 2024. Desde então, vinha tramitando na Câmara dos Deputados, que aprovou a matéria na última terça-feira (19).

Emprego e renda

As cooperativas beneficiadas pelo projeto são aquelas regidas pela Política Nacional de Cooperativismo e pelo Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.

Flávio Arns destaca que, antes de sua proposta, apenas as empresas tinham acesso aos recursos desses fundos.

— Agora as cooperativas podem se habilitar também. Elas são a grande solução para o país. Sempre digo isso: o Brasil devia ser uma grande cooperativa. Associações, pessoas trabalhando e buscando juntas o desenvolvimento e o bem-estar — declarou o senador.

Na época em que apresentou o projeto, Arns ressaltou que esses fundos têm recursos para “projetos fundamentais nas áreas de infraestrutura, serviços públicos e empreendimentos produtivos com grande capacidade germinativa de novos negócios e novas atividades produtivas”.

Ele argumentou que o acesso a tais recursos estimulará o desenvolvimento do setor cooperativo, importante gerador de emprego e renda.

Desenvolvimento regional

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) enfatizou que a proposta, ao permitir que as cooperativas tenham acesso aos fundos, corrige uma limitação legal e pode estimular o desenvolvimento regional.

Teresa foi, junto com o senador Paulo Paim (PT-RS), responsável pela análise do projeto durante sua tramitação no Senado.

— Apesar da evidente importância econômica e social das cooperativas, a interpretação restritiva da legislação limitava as possibilidades de acesso aos recursos dos fundos de desenvolvimento regional. A aprovação [da proposta pelo Congresso] vai possibilitar a ampliação do acesso ao crédito, o fortalecimento de cadeias produtivas e o estímulo de novos investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste — afirmou ela.

 

 

 

Fonte – Agência Senado

Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Edição da Coopnews

Foto – Carlos Moura/Agência Senado

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