Ciência e Tecnologia

Projeto quer garantir letramento digital como direito da pessoa idosa

Se aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, o projeto pode transformar inclusão digital em política pública e ampliar a autonomia de milhões de pessoas idosas.
Em um país cada vez mais conectado, saber usar o celular, aplicativos e serviços online deixou de ser luxo e virou necessidade para exercer a cidadania.
A proposta inclui o letramento digital no Estatuto da Pessoa Idosa e coloca o acesso à tecnologia no mesmo patamar de outros direitos fundamentais.

O Projeto de Lei 5763/25 coloca o letramento digital no centro do debate ao propor sua inclusão como direito garantido no Estatuto da Pessoa Idosa. A medida reconhece que, hoje, estar conectado não é luxo, é necessidade para participar da vida em sociedade.

A proposta também prevê programas de qualificação continuada e a criação do Sistema Nacional de Certificação de Saberes da Experiência. Na prática, isso significa valorizar o conhecimento que a pessoa idosa acumulou ao longo da vida e, ao mesmo tempo, abrir portas para que ela continue aprendendo.

Em análise na Câmara dos Deputados, o texto estabelece que promover a inclusão digital é responsabilidade do Estado e da sociedade. O objetivo é ampliar a cidadania no ambiente virtual e enfrentar a discriminação tecnológica que ainda exclui quem não domina as ferramentas digitais.

Os programas de letramento digital devem ir do nível básico ao avançado. A ideia é ensinar desde o uso do celular e de serviços públicos online até orientações sobre navegação segura, prevenção de fraudes e golpes virtuais, cada vez mais comuns.

Ao transformar o letramento digital em direito, o projeto envia um recado claro: envelhecer não pode significar ficar para trás. Garantir acesso, segurança e autonomia no mundo digital é também garantir dignidade e participação ativa na sociedade.

Outro ponto do projeto é a criação do Sistema Nacional de Certificação de Saberes da Experiência. O sistema busca reconhecer formalmente as habilidades e competências que as pessoas idosas adquiriram ao longo da vida profissional e social, mesmo sem formação acadêmica.

A certificação poderá ser utilizada para comprovar qualificação profissional e auxiliar na progressão de carreira ou na reintegração ao mercado de trabalho. Segundo o deputado, o sistema transformará o conhecimento prático em um “ativo formalmente reconhecido, facilitando a recolocação, a progressão e o acesso a novos cursos, dignificando a trajetória profissional da pessoa idosa”.

Implementação

A proposta prevê que os programas de qualificação e o novo sistema de certificação sejam executados em parceria com o Sistema Único de Assistência Social (Suas), o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e com instituições de ensino profissional e superior.

O projeto também incentiva o empreendedorismo e a criação de novas formas de renda para a pessoa idosa. Se aprovada, a lei entrará em vigor 90 dias após sua publicação.

Próximos passos

O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação

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