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Seguro-Defeso entra em debate e comissão convoca pescadores

O debate envolve desafios para a saúde pública das comunidades ribeirinhas, a população que envelhece na atividade e a necessidade de equilíbrio entre proteção social e sustentabilidade.
O benefício é pago aos trabalhadores durante o período em que a pesca é proibida, garantindo renda enquanto a atividade fica suspensa.
A comissão mista que analisa mudanças no Seguro-Defeso vai ouvir representantes da categoria para discutir os impactos das propostas.

A comissão mista que analisa a medida provisória 1323/25, que altera as regras do seguro-defeso, realiza audiência pública na próxima terça-feira, dia 3. O encontro vai ouvir representantes dos pescadores, principais impactados pelas mudanças.

O debate será interativo e está marcado para as 14 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. A expectativa é que a categoria apresente demandas e questione pontos considerados sensíveis na nova regra.

Em vigor desde 5 de novembro de 2025, a MP transferiu do INSS para o Ministério do Trabalho a responsabilidade de processar os pedidos do benefício. A medida também ampliou as exigências para concessão e manutenção do seguro-defeso.

Entre as novas regras, os pescadores precisam estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico. Também devem fornecer dados biométricos como forma de reforçar o controle e evitar fraudes.

Além disso, passam a cumprir novos critérios para ter acesso e continuar recebendo o benefício, pago durante o período em que a pesca é proibida. As mudanças reacendem o debate sobre equilíbrio entre fiscalização e garantia de renda para quem depende da atividade.

Veja quem foi convidado e envie suas perguntas – https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoaudiencia?id=37729

A comissão

A comissão mista foi instalada em 3 de fevereiro, é presidida pelo deputado Josenildo (PDT-AP) e tem como relator o senador Beto Faro (PT-PA) e como relator-revisor o deputado Sidney Leite (PSD-AM).

De acordo com o plano de trabalho da comissão, a leitura do relatório final está prevista para 10 de março.

O modelo atual, baseado apenas nos fluxos tradicionais entre UBS e serviços especializados, já não responde aos desafios impostos pelo envelhecimento.

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Edição – Coopnews

Foto – Agência Amazonas

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