A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que acontece de 1º a 8 de fevereiro, convida famílias e adolescentes a falarem abertamente sobre informação, cuidado e escolhas. Prevista em lei, a mobilização se repete todos os anos para lembrar que diálogo e orientação continuam sendo fundamentais para reduzir a gravidez precoce no Brasil.
Os números ajudam a dimensionar o desafio. Em 2023, mais de 289 mil partos foram registrados entre adolescentes de 15 a 19 anos. Outros quase 14 mil ocorreram entre meninas de 10 a 14 anos. Os dados do Ministério da Saúde mostram que a gravidez na adolescência segue presente na realidade do país e reforçam a necessidade de ações contínuas de prevenção e educação.
Para o psicólogo Fabrício Otoboni, professor da Wyden, a prevenção começa dentro de casa, com conversa franca e sem tabu. Segundo ele, falar sobre sexualidade não é incentivar comportamentos, mas oferecer informação segura. “Quando o adolescente percebe que pode conversar sem medo de julgamento, ele se sente mais preparado para refletir sobre suas decisões”, afirma.
A orientação, explica o especialista, deve acontecer de forma natural e contínua, respeitando a idade e a maturidade dos filhos. Com as meninas, é importante tratar de mudanças no corpo, ciclo menstrual, métodos contraceptivos e autonomia. Com os meninos, a conversa precisa incluir responsabilidade compartilhada, respeito, consentimento e prevenção, reforçando que a gravidez não é uma responsabilidade apenas da mulher.
Além dos aspectos práticos, Fabrício destaca que o lado emocional não pode ficar de fora. Pressão social, relacionamentos, autoestima e tomada de decisão fazem parte do cotidiano dos adolescentes e influenciam diretamente seus comportamentos. Criar um ambiente de confiança ajuda os jovens a fazer escolhas mais conscientes e alinhadas aos seus projetos de vida.
Prevista em lei federal e respaldada por dados oficiais, a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência reforça a necessidade de informação qualificada, diálogo permanente e atuação conjunta entre família, escola e serviços de saúde. A iniciativa busca não apenas reduzir índices, mas promover autonomia, cuidado e desenvolvimento saudável entre adolescentes brasileiros.
Fonte – Ascom
Edição – Coopnews
Foto – Divulgação/Ascom




