Diante do risco fitossanitário e dos prejuízos causados pela mosca-da-carambola, órgãos estaduais, federais, municipais e representantes do setor produtivo se reuniram nesta sexta-feira, em Manaus, para alinhar estratégias de enfrentamento à praga. O encontro ocorreu na sede da Secretaria de Estado da Produção Rural e teve como foco a proteção da fruticultura e da economia rural do Amazonas.
Participaram da reunião representantes da Adaf, da Faea, do Ministério da Agricultura, do Idam, da Associação Amazonense dos Municípios e da Secretaria Municipal de Agricultura. A articulação entre as instituições busca dar respostas rápidas ao avanço da mosca-da-carambola, considerada uma ameaça direta à produção agrícola e à segurança fitossanitária.
Após a detecção da praga, o Ministério da Agricultura decretou estado de quarentena em Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva. Também foi criada uma zona tampão em municípios vizinhos para conter a disseminação do inseto e evitar restrições mais amplas ao agronegócio.
Segundo o secretário da Sepror, Daniel Borges, a reunião serviu para alinhar ações de combate e prevenção. A proposta é criar um comitê estadual, com participação dos municípios afetados, para atuar de forma integrada, com orientação técnica aos produtores, fiscalização rigorosa e barreiras sanitárias para impedir que a praga avance para outras regiões.
O diretor-presidente da Adaf, José Omena, destacou que ações de educação sanitária já estão em andamento no porto e no aeroporto de Manaus, com ampliação prevista para outros pontos estratégicos, como a Ceasa. Para ele, a conscientização é fundamental para reduzir os riscos de dispersão do inseto.
O trabalho conjunto também foi apontado como decisivo pelo setor produtivo. Para a Faea, a integração entre governos e entidades é essencial para conter e erradicar a mosca-da-carambola, que voltou a impactar a produção rural no estado.
O Idam reforçou que a presença técnica em todos os municípios será usada para orientar produtores e apoiar tanto a fiscalização quanto campanhas educativas. Já a Associação Amazonense dos Municípios alertou que a expansão da praga pode trazer prejuízos diretos para produtores e consumidores, caso não seja controlada rapidamente.
O Ministério da Agricultura ressaltou que o enfrentamento exige união entre o poder público e a iniciativa privada. O objetivo é controlar a praga e avançar para sua erradicação, reduzindo impactos econômicos e riscos à população.
A mosca-da-carambola foi identificada no início de dezembro durante monitoramento de rotina em Rio Preto da Eva. Mesmo antes da confirmação laboratorial, o Ministério da Agricultura adotou medidas fitossanitárias previstas em norma federal. Considerada praga quarentenária de alto risco, ela ataca diversas culturas frutíferas e pode gerar perdas econômicas expressivas, além de barreiras às exportações.
Com a atuação integrada da Sepror, do Ministério da Agricultura, dos municípios e das entidades do setor produtivo, o Governo do Amazonas busca conter o avanço da mosca-da-carambola, proteger a produção agrícola e garantir a segurança alimentar no estado.
Fonte – Agência Amazonas
Edição – Coopnews
Foto – Divulgação




