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Setor de latas de alumínio reafirma compromisso com a pauta ESG

No mundo inteiro, acordos buscam vincular desenvolvimento ao compromisso ESG. No Brasil não é diferente e as exigências com essa pauta tendem a aumentar rapidamente. Diante desse cenário, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e suas associadas dão publicidade dos seus compromissos no primeiro relatório ESG do setor no Brasil.

Guiado pelos Relatórios de Sustentabilidade dos fabricantes de latinhas Ardagh Metal Packaging, Ball, CanPack e Crown Embalagens, e pelas ações institucionais da Abralatas, associação que representa o setor no Brasil, o documento destaca os resultados alcançados em 2020 e 2021 e consolida as metas de 2030 a 2050, entre elas a de zerar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e do uso de 100% de energia renovável em todas as operações.

Pilar Ambiental

Para as latinhas, esse tipo de compromisso não é novo. Começou há mais de trinta anos, quando os fabricantes — mesmo concorrentes — iniciaram a produção no Brasil já com projetos que garantiam circularidade à latinha. De lá para cá, se uniram com os recicladores e colocaram para funcionar um sistema de reciclagem robusto, que garante índices de reciclagem acima de 95% há mais de 15 anos, além de gerar renda relevante para mais de 800 mil catadores de materiais recicláveis. Aliás, assinaram Termo de Compromisso com o Ministério do Meio Ambiente com meta de manter esse patamar e comprar toda a sucata de latinha disponível no mercado.

“Queremos ampliar o debate sobre como o sucesso econômico de um setor deve estar em sintonia com a preservação do meio ambiente e com os aspectos social e de governança”, explica o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido. “Relatórios financeiros e de sustentabilidade se tornaram uma exigência do mercado, porém, a Abralatas apresenta de forma muito transparente para toda a sociedade um relatório setorial, balizador de metas e compromissos. Todos juntos: concorrentes, parceiros, clientes e consumidores”, complementa ele.

Uma análise feita pelo Instituto Alemão Sphera sobre o ciclo de vida de diferentes embalagens para bebidas, também presente no Relatório, evidenciou que a lata de alumínio é a que emite o menor volume de GEE, além de ser a que consome menos água em seu processo de fabricação. Algumas embalagens chegam a emitir 10 vezes mais para armazenar a mesma quantidade de bebida.

No documento inédito, os fabricantes de latinhas ainda de comprometem com projetos de eficiência hídrica, eficiência energética, redução da geração de resíduos e de aterro zero.

Pilar Social

Os catadores são fundamentais para o sucesso da circularidade de todos os materiais no Brasil. Priorizados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, eles têm também papel especial no modelo de reciclagem da latinha.

A contribuição do setor da lata de alumínio para esses profissionais vai além da renda proporcionada com a reciclagem. A parceria com a categoria dos catadores é histórica e baseada na construção conjunta de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho, aumento da qualidade de vida e maior competitividade para prestarem serviços, remunerados, à iniciativa privada e aos municípios.

Projetos de diversidade e inclusão dos colaboradores dos fabricantes de latinhas, também se destacam nesse pilar. A presença feminina em posições de liderança e a proporção de pessoas pardas, por exemplo, podem ser conferidas no Relatório.

Governança Corporativa

O compromisso do Setor com o desenvolvimento sustentável é público e ganhou reforços em dezembro de 2021, quando a Abralatas passou a integrar o Pacto Global da ONU, incentivando seus associados a cumprirem dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

“Ao trazer esses dados para o relatório, o setor dá transparência de suas ações à sociedade”, afirma o secretário executivo do Pacto Global, Carlo Pereira.

A transparência e o desenvolvimento conjunto dos trabalhos em ambiente seguro e com regras claras são princípios do Setor, que mantém políticas de compliance atualizadas, canais de ouvidoria ativos e programas de treinamento constante para todos os seus associados e colaboradores, incluindo, dentre outros: Código de Conduta Ética e Políticas Anticorrupção e Concorrencial.

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

 

 

 

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