Macapá completa 263 anos

Turismo

Capital do Amapá, Macapá completa 263 anos nesta quinta-feira (04.02). Privilegiada por ser banhada pelas águas do rio Amazonas e por sua exuberante natureza intocada, a cidade também se destaca como a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador. O Marco Zero, ícone local, simboliza o traçado da linha imaginária que divide o planeta em dois hemisférios. Em março e setembro, no chamado Equinócio – que marca o início do outono ou da primavera -, o sol incide diretamente no círculo do monumento, formando uma linha no chão, fenômeno que atrai olhares curiosos ao espaço.

Outro importante cartão postal, a Fortaleza de São José de Macapá impressiona por seus muros construídos em formato de estrela. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Histórico do Brasil, a estrutura, construída às margens do rio Amazonas com o objetivo de defender a Amazônia de invasores estrangeiros, hoje funciona como um museu. Outro museu da cidade, o Sacaca, instituição que faz parte do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), homenageia a cultura popular da região e a vida da população ribeirinha.

Já no trapiche Eliezer Levy, é possível viver a experiência de “caminhar” sobre o maior rio em volume de água do planeta em um enorme píer, 400 metros adentro do rio Amazonas. O local permite uma vista panorâmica da cidade e um ponto de observação do mais belo pôr do sol da capital amapaense. Quando a maré está baixa, pode-se ir a pé pela areia até a Pedra do Guindaste, onde está situada a imagem de São José, padroeiro da cidade.

Macapá possui diversas outras atrações para admirar a exuberante natureza da região, como o Parque do Tumucumaque, as vilas de Curiaú de Dentro e Curiaú de Fora – que compõem a Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Curiaú – e a Praia da Fazendinha, praia fluvial de areia fofa muito procurada por moradores, onde é possível banhar-se no rio Amazonas e encontrar – com sorte – botos cor-de-rosa e se deliciar com a gastronomia local.

As iguarias típicas amazonenses, um espetáculo à parte, podem ser facilmente encontradas nos diversos restaurantes de Macapá. Frutas como açaí, araçá-boi, araticum, cupuaçu, tucumã e peixes a exemplo do jaraqui, pacu, pirarucu, surubim, tambaqui e do tucunaré fazem parte do cardápio dos povos nativos e do imaginário de turistas de todo o mundo. O tucupi, o tacacá e a maniçoba, alguns dos pratos mais procurados, oferecem uma explosão de sabores e uma experiência gastronômica inesquecível.

A capital foi o primeiro município a ser criado no Amapá. Abriga a maior parte da população do Estado, Sua população estimada em 2019 é de 503 327 habitantes.

O comércio é o setor mais promissor na capital, com a implantação da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), no início dos anos 1990, e com a Zona Franca Verde, em 2016.

A capital ainda conta com o Estádio Olímpico Milton de Souza Corrêa, o “Zerão”, a Linha do Equador divide o estádio – os jogadores mudam de hemisfério durante as partidas de futebol ali realizadas.

O vocábulo Macapá é de origem tupi. E é uma variação de macapaba, que na língua dos índios quer dizer estância das macabas ou lugar de abundância da bacaba.

Bacaba é um fruto gorduroso originário da bacabeira, palmeira nativa da região de onde se extrai um vinho de cor acinzentada, muito saboroso.

 

 

Fonte – Mtur

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação 

 

Deixe uma resposta