Museu Amazônico comemora o mês da Consciência Negra – “A África e nós!”

Turismo

As comemorações relacionadas às atividades do mês da Consciência Negra: “A África e nós!” acontecem entre os dias 16 e 23 de novembro, no Museu Amazônico, localizado na rua Ramos Ferreira, 1036. Com objetivo de ampliar as discussões em torno da data alusiva ao Dia da Consciência Negra, o museu promoverá diálogos e atividades para os mais diferentes públicos.

Dentre as atividades programadas, as Rodas de Conversas serão guiadas pelo pesquisador Angolano Octávio Bengui Hinda, que objetiva mostrar com profundidade o continente africano, visando conhecê-lo sua cultura tão importante para identidade brasileira.

Programação

16 e 23/11/2023, às 8h, Roda de Conversa com Octavio Bengui Hida e alunos do Ensino Médio, com o tema “África e nós: Que relações podemos fazer com nossa cultura e identidade brasileira.

22/11/2023, às 8h, na Biblioteca Setorial do Museu Amazônico – exposição bibliográfica do acervo sobre a cultura negra, intitulada: Caminhos de resiliência: uma exposição e a Literocientífico sobre a Consciência Negra, contação de história para crianças.

22/11/2023, às 14h, Roda de Conversa com o título: “Democracia, cultura e artes como instrumentos de luta contrarracista”.

Mediadores

Francy Júnior – historiadora, atriz, produtora cultural da Ykamiabas Produções, Ecofeminista, Ativista de Direitos Humanos, Ativista do Movimento das Mulheres Negras da Floresta (Dandara) e membro do Coletivo de enfrentamento e combate ao racismo da AMB.

Tereza de Jesus, mulher preta, nordestina, mãe, professora e pesquisadora.

Consciência Negra

Significa reconhecer e valorizar a luta dos negros, a cultura negra brasileira e suas contribuições para a constituição de nossa sociedade. No Brasil, há uma data para celebrá-la: 20 de novembro que, além de homenagear as culturas e lutas dos povos negros, reforça a importância da sociedade como um todo refletir e agir para combater o racismo estrutural no país.

A origem da Consciência Negra remonta aos anos 70, com o surgimento de alguns grupos de luta contra o racismo, como o Grupo Palmares, localizado em Porto Alegre (RS) e ligado a um quilombo, e o Movimento Negro Unificado. Eles estudavam e apreciavam a cultura e a literatura negra, pesquisavam e dialogavam com outros ativistas, também inspirados pela luta anti-apartheid que era travada à época na África do Sul, e passaram a promover ações para pensar a consciência negra e o combate ao racismo.

O Dia da Consciência Negra faz parte do calendário escolar desde 2003 e, em 2011, foi instituída em todo o Brasil pela Lei n.º 12.519. O dia 20 de novembro foi escolhido para marcar a Consciência Negra por ser a data da morte de Zumbi dos Palmares, líder daquele que foi um dos maiores quilombos do país, o Quilombo de Palmares, na Serra da Barriga, na ocasião, vinculada à capitania de Pernambuco. Sua morte se deu em 1695, em uma emboscada. Ao lado de Dandara dos Palmares e Tereza de Benguela, Zumbi tornou-se um dos maiores símbolos de luta e resistência contra a escravidão.

 

Fonte – Ufam

Foto – Divulgação

 

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