Garantir o ingresso na universidade é apenas a primeira etapa de uma jornada transformadora. O verdadeiro desafio — e o compromisso ético das instituições de ensino — reside em criar condições para que cada estudante consiga permanecer, aprender e desenvolver todo o seu potencial. É com o olhar voltado para essa permanência cidadã e humanizada que o PRESA Conecta 2026 propõe um diálogo aberto e necessário sobre neurodiversidade e inclusão na comunidade universitária.
Promovido pelo Programa de Educação, Saúde e Atenção ao Uso de Medicamentos (PRESA) — projeto de extensão da Ufam focado no diálogo entre a ciência e a sociedade —, o encontro busca unir conhecimento acadêmico, escuta empática e soluções práticas. A iniciativa conta com a colaboração do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF-Ufam) e engaja alunos de pós-graduação em ações articuladas de ensino, pesquisa e extensão comunitária.
A programação da manhã foi desenhada para conectar teoria e vida prática através da experiência de especialistas renomadas na área da neurodiversidade.
Conferências e abordagens práticas
Após a solenidade de abertura às 8h, a psicóloga escolar e educacional Thatyanny Fernandes assume o plenário às 8h20 com a conferência “Trajetórias Educacionais e Neurodiversidade”. Mestra em Psicologia, especialista em Desenvolvimento Infantil e em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) voltada a crianças com autismo e outras deficiências, a palestrante traz a bagagem de quem atua na clínica e na gestão escolar. Criadora do projeto “Educação inclusiva é para todos”, ela vai discutir as barreiras e as pontes enfrentadas por pessoas neurodivergentes ao longo de suas caminhadas de aprendizado.
Em seguida, às 9h10, a fonoaudióloga e terapeuta de linguagem Bárbara Rocco apresenta a palestra “Estratégias de Acolhimento e Acessibilidade”. Com sólida especialização no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e transtornos de aprendizagem, Bárbara abordará como a escuta atenta, a adaptação pedagógica e a quebra de barreiras de comunicação podem transformar a rotina universitária de quem vivencia essas condições.
A importância do diálogo continuo
Falar de inclusão no ensino superior exige reconhecer que mentes diferentes processam o mundo, o tempo e a informação de maneiras distintas. Criar um ecossistema educacional inclusivo beneficia não apenas os alunos neurodivergentes, mas enriquece o ambiente acadêmico como um todo, promovendo a empatia, a pluralidade de ideias e o respeito à diversidade humana.
O evento é aberto a estudantes de graduação e pós-graduação, professores, técnicos-administrativos, profissionais de saúde e educação, além de pessoas da comunidade externa interessadas no tema.
Fonte – UFAM
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/Ufam




