Cultura

“Uma Noite no Museu” transforma Belém em palco de arte, encontros e experiências culturais

Centro Cultural Banco da Amazônia abre as portas para visitação gratuita em horário especial.
Noite cultural amplia o acesso à arte e aproxima a população do universo dos museus.
Público terá contato direto com curadores e artistas em meio às exposições.

A proposta de viver a arte de forma mais próxima e acessível ganha força em Belém com a realização de “Uma Noite no Museu”. A iniciativa convida o público a ocupar o espaço do museu em um horário diferenciado, transformando a noite em um momento de descoberta, diálogo e conexão cultural. Com entrada gratuita, o evento promove uma imersão nas exposições, criando oportunidades únicas de interação com curadores e artistas. Mais do que visitar, a experiência permite compreender os processos criativos e os significados por trás das obras. Em um ambiente acolhedor e dinâmico, a arte se torna protagonista, estimulando novos olhares e ampliando o acesso da população à produção cultural.

O Centro Cultural Banco da Amazônia participa da 11ª edição “Uma Noite no Museu”, ação promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. A programação ocorre nesta quinta-feira (30), das 18h às 22h, com entrada gratuita, e oferece ao público a oportunidade de visitar as exposições em cartaz em horário estendido.

Entre os destaques que o público poderá apreciar durante a visitação ao Centro Cultural está a exposição “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense”, com curadoria de Vânia Leal e obras da coleção de Eduardo Vasconcelos. Em cartaz até 14 de junho, a mostra reúne mais de 130 artistas paraenses ou com forte vínculo com o estado, e percorre um arco temporal que vai de 1959 a 2026, apresentando a diversidade de linguagens e gerações da produção artística na região.

“Esta exposição busca aliar poéticas diversas, perfazendo uma gama ampla de artistas, o que demonstra a qualidade artística produzida durante esse período temporal. Trazemos mais de 50 anos de artes plásticas, sendo 60 se considerarmos da obra mais antiga à mais recente. Acreditar nessa produção artística, no quanto ela representa hoje e para gerações futuras, é a força motriz que impulsionou esse recorte, que tem como principal parceiro e patrocinador, o Banco da Amazônia e seu Centro Cultural”, afirma Eduardo Vasconcelos.

A curadora Vânia Leal destaca que o projeto também possui caráter político e de reparação histórica. “Trajetórias marca um ponto importante ao reunir 130 artistas com representatividade nas artes visuais do Pará, entre 1959 até o momento atual. Não se trata de uma linha do tempo, mas, de um encontro de linguagens, gerações e contextos diferentes”, afirma. “O diferencial desse recorte potente é o gesto de reinscrever artistas que, por diferentes razões, foram deslocados ou silenciados, ampliando o debate crítico e sensível sobre a arte contemporânea paraense”, acrescenta.

Durante a programação, Vânia Leal e Eduardo Vasconcelos estarão presentes no evento, em um momento de interação com o público. A curadora deve abordar como foi construído o recorte temporal da exposição e os critérios adotados, enquanto o colecionador falará sobre sua trajetória, como iniciou sua coleção e como seleciona as obras que integram seu acervo.

O evento também contará com a participação do artista visual Emanuel Franco, curador da exposição “Uma Belém no Olhar de Alguém”, ampliando o diálogo sobre a produção artística local. “Como a mostra tem encerramento marcado para o próximo domingo, 3 de maio, esse será um momento especial para que o público visitante interaja e conheça um pouco mais sobre essa mostra”, informa o curador.

Outras exposições

Além de “Trajetórias”, o público poderá visitar a exposição “Trabalhadores”, do fotógrafo Sebastião Salgado, em cartaz até 16 de agosto no Centro Cultural Banco da Amazônia. Com curadoria e design de Lélia Wanick Salgado, a mostra reúne cerca de 150 fotografias produzidas entre 1986 e 1992.

Considerado um dos projetos mais emblemáticos do fotojornalismo contemporâneo, o conjunto de imagens documenta o trabalho humano em diferentes contextos ao redor do mundo, com ênfase em atividades que antecedem o avanço da mecanização. Ao percorrer a mostra, o visitante encontra registros que vão da agricultura às grandes obras de engenharia, compondo uma narrativa sobre as transformações nas relações de trabalho.

“É um grande trabalho coletivo, que envolveu equipes locais e nacionais. A ideia da exposição é retratar tipos de trabalho que tendem a desaparecer, como os cortadores de cana e processos industriais que hoje são automatizados”, explica o produtor da mostra Álvaro Razuk.

Para Lélia Wanick Salgado, a mostra evidencia mudanças estruturais no mundo do trabalho. “A exposição ‘Trabalhadores’ fala do mundo do trabalho, o quanto o mundo do trabalho mudou, que passou de ser um trabalho muito manual para um trabalho mais tecnológico”, afirma.

A programação integra as ações do Centro Cultural Banco da Amazônia voltadas à democratização do acesso à cultura, oferecendo ao público diferentes experiências artísticas em um mesmo espaço.

 

Fonte – Ascom

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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