Ciência e Tecnologia

Uso de totens e comandas digitais avança nos restaurantes e muda a rotina do atendimento

O relatório Raio X do Delivery aponta crescimento de 11% no uso de totens e de 4,9% nas comandas digitais em 2025, com base em estabelecimentos que utilizam soluções da Consumer.
Os números mostram que os restaurantes estão investindo cada vez mais em tecnologia para ganhar agilidade, reduzir filas e organizar melhor os pedidos.
O uso de totens e comandas digitais segue em alta e já impacta diretamente a experiência do cliente e a operação dos restaurantes.

Os totens de autoatendimento e as comandas digitais ganharam ainda mais espaço nos restaurantes em 2025. O uso dos totens cresceu 11%, enquanto as comandas digitais avançaram 4,9%, segundo o relatório Raio X do Delivery, que analisou pedidos rastreáveis entre janeiro e outubro em estabelecimentos que utilizam as soluções da Consumer. Os dados confirmam que a tecnologia já faz parte da rotina do setor.

Na prática, os totens de autoatendimento permitem que o cliente escolha, personalize e pague seu pedido de forma rápida, sem precisar enfrentar filas. As comandas digitais, por sua vez, conectam o salão à cozinha em tempo real, enviando pedidos automaticamente e atualizando caixa e estoque. O resultado é um atendimento mais ágil, organizado e com menos falhas.

Para os empresários, investir em totens de autoatendimento e comandas digitais significa ganhar eficiência e melhorar a experiência do cliente. Em um cenário de escassez de mão de obra, a automação também ajuda a manter o ritmo do serviço e ainda pode impulsionar o ticket médio com sugestões inteligentes de venda.

O que antes parecia realidade apenas das grandes redes agora está ao alcance de restaurantes independentes. Com a democratização do acesso à tecnologia, totens de autoatendimento e comandas digitais se consolidam como aliados estratégicos para quem busca crescer, organizar a operação e atender melhor.

“O investimento tornou-se acessível, e o retorno sobre o investimento (ROI) é percebido rapidamente, com redução de perdas e ganho de agilidade. Hoje, soluções robustas são escaláveis e se adaptam à realidade financeira dos restaurantes independentes”, reitera.

Impactos da automação

O executivo explica que, na prática, totens e comandas digitais ajudam a reduzir filas e erros de pedidos, ao descentralizar o atendimento. Segundo ele, o totem atua como um ponto de venda adicional e intuitivo, absorvendo a demanda que pode sobrecarregar o caixa convencional e eliminando filas. Já a comanda digital reorganiza o fluxo de trabalho dos garçons.

“Ao realizar o pedido diretamente na mesa, com envio imediato para a cozinha, o profissional evita deslocamentos desnecessários e permanece mais tempo no salão para oferecer um atendimento consultivo. Com isso, há redução no tempo de espera e maior precisão no envio das informações à produção, garantindo que o pedido chegue conforme solicitado pelo cliente”, detalha o CEO.

De acordo com Almeida, a principal falha que pode ser mitigada pela automação é o erro de comunicação inerente aos processos manuais, como anotações ilegíveis ou o esquecimento de observações, a exemplo da remoção de ingredientes, já que no autoatendimento, o próprio cliente valida o pedido, eliminando ruídos na transmissão das informações.

“No caso da comanda digital, há integridade financeira, pois o que foi lançado é o que será cobrado, evitando prejuízos com esquecimentos de itens no fechamento da conta ou erros de cálculo manual. A automação pode trazer uma camada de segurança e precisão que o papel simplesmente não consegue oferecer”, acrescenta o executivo.

O impacto das tecnologias se estende por toda a cadeia de gestão do negócio. Além da agilidade no atendimento, a digitalização gera dados que podem apoiar decisões estratégicas, ao integrar o pedido diretamente ao sistema e permitir controle em tempo real sobre o giro de estoque, compras mais assertivas e redução de desperdícios.

“A clareza sobre o fluxo de caixa facilita o fechamento do dia e a auditoria de vendas. A eficiência no salão impacta a rotatividade das mesas, pois um ciclo mais rápido permite atender mais clientes no mesmo período, sem perda de qualidade. A longo prazo, as ferramentas podem viabilizar programas de fidelidade com base no histórico de consumo, transformando dados em inteligência para fidelizar o público e planejar expansão”, comenta Almeida.

Segundo o executivo, o avanço da digitalização não pretende substituir o fator humano, mas potencializá-lo, ao delegar tarefas repetitivas às ferramentas e permitir que a equipe foque na hospitalidade e na experiência do cliente. O equilíbrio está na integração entre tecnologia e operação, com as ferramentas sustentando os processos e o time atuando de forma estratégica no relacionamento com o público.

“O segredo está na sinergia. Quando a tecnologia garante a entrega correta e rápida do pedido, o time tem liberdade para ser mais empático e consultivo. Personalização hoje é respeitar o tempo do cliente — alguns preferem a rapidez do totem, outros a interação com o garçom. O equilíbrio ocorre quando o restaurante oferece ambas as opções com excelência, usando a tecnologia para eliminar gargalos e o humano para criar conexão”, afirma o CEO.

A Consumer concentra esforços na inovação contínua e no desenvolvimento de produtos pensados para a realidade brasileira. A empresa mantém um time de engenharia direcionado à criação de soluções tecnologicamente sofisticadas, mas simples de operar no dia a dia.

O ecossistema da empresa é constantemente atualizado, buscando integrações que facilitem a rotina do empreendedor, visando garantir que pequenos e médios restaurantes tenham acesso às ferramentas de gestão do mercado com o melhor custo-benefício.

 

 

 

Fonte – Dino

Edição – Coopnews

Foto – Reprodução Interna da Consumer / DINO

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