Amazonas registrou 680 casos de HIV no ano passado; Aids atingiu 17.800 pessoas nos últimos 20 anos

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A população do Amazonas precisa se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, como HIV, sífilis, gonorreia, HPV e hepatites. Cerca de 680 casos de HIV foram notificados no estado, apenas nos seis primeiros meses do ano passado. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu quase 17.800 amazonenses, nos últimos 20 anos. Os dados são do último Boletim Epidemiológico HIV/Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, todos os dias, ocorrem 1 milhão de novas Infecções Sexualmente Transmissíveis no mundo e a maior preocupação das autoridades em Saúde brasileiras é com os jovens.

As ISTs podem ser prevenidas com uso de preservativo. No entanto, esse cuidado está diminuindo entre as pessoas de 15 a 29 anos e a tendência é de aumento dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis nos estado, como alerta o Ministério da Saúde.

Para Evelyn Campelo, enfermeira da coordenação estadual do Amazonas de IST/Aids e Hepatites Virais, a negligência no uso de preservativo é um dos fatores que pode contribuir para o aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens. Ela alerta, que além do HIV e Aids, a sífilis também preocupa as autoridades em Saúde do estado.

“No Amazonas temos um número superior de casos de sífilis diagnosticados do que de HIV. Então, a gente ainda precisa trabalhar muito a questão da testagem principalmente entre homens. Percebemos que os casos de sífilis diagnosticados tardiamente são muito mais frequentes em homens do que em mulheres”.

O Amazonas registrou quase 2 mil casos de sífilis, no primeiro semestre do ano passado, e nos últimos 10 anos foram 11.715 casos registrados. As hepatites virais mataram mais de 1.300 amazonenses, de 2000 a 2017.

Em todo país, o tipo C da hepatite é o mais prevalente e letal, com 26.167 casos notificados, no último ano pesquisado.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em um ano, em todo Brasil, mais de 158 mil pessoas contraíram sífilis. Além disso, cerca de 900 mil pessoas convivem com o HIV, no país. Dessas, 135 mil provavelmente não sabem que têm a doença. De acordo com dados oficiais, a maioria dos casos de infecção pelo HIV é registrada na faixa de 20 a 34 anos, em todos os estados.

A prevenção é a melhor forma de proteção das ISTs. O uso do preservativo é um hábito que precisa ser constante, durante todo o ano, como ressalta diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde, Gerson Pereira.

“E a gente coloca um jovem como prioridade nessa campanha é porque a gente sabe olhando os dados de sífilis das hepatites do HIV Aids, que essas doenças são mais frequentes, hoje, na população de 15 a 29 anos. A prevenção maior dessas doenças é o uso da camisinha”.

Este ano, o Ministério da Saúde pretende distribuir mais de 570 milhões de preservativo. A quantidade representa um aumento de 12 por cento em relação ao número de preservativos distribuídos no ano passado, quando foram enviadas 509,9 milhões de preservativos aos estados.

Além disso, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde, o SUS, contam com testes rápidos ou laboratoriais para ISTs. Apenas para o diagnóstico da sífilis, serão distribuídos quase 14 milhões de testes rápidos em todo país.

Proteja-se! Usar camisinha é uma responsa de todos. Se notar sinais de uma infecção Sexualmente Transmissível (IST), procure uma unidade de saúde e informe-se. Saiba mais em:

 

 

Foto – Divulgação

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