Tabagismo e Covid-19: fumar aumenta risco de infecção e forma grave da doença

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O fumo é considerado umas das principais causas de câncer. A Organização Mundial da Saúde aponta que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Mais de 7 milhões dessas mortes resultam do uso direto deste produto, enquanto cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo passivo. A OMS afirma ainda que cerca de 80% dos mais de um bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda onde o peso das doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior. Para alertar a população sobre as consequências dessas substâncias na saúde, em 31 de maio é marcado como o Dia Mundial Sem Tabaco.

O cirurgião de cabeça e pescoço do Hapvida Saúde, Tomás Garcia, explica que o tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência da nicotina, uma das substâncias nocivas do cigarro e de outros produtos de tabaco. “A fumaça do cigarro possui mais de quatro mil substâncias que podem provocar mais de 50 doenças, destacando-se o infarto agudo do miocárdio e neoplasias malignas em diversos órgãos do ser humano, sendo primeira e terceira causas, respectivamente, de morte no Brasil”, alerta Tomás.

O tabaco pode afetar as pessoas de diferentes formas, sendo a mais comum por meio do cigarro. Porém, vale ressaltar que o uso de charuto, cachimbo, narguilé e cigarros eletrônicos também é danoso à saúde e está diretamente ligado ao câncer.

Fumantes e Covid-19

Conforme consta nas atuais descrições de informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos.

“Os fumantes são acometidos com maior frequência por infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Além disso, o consumo do tabaco é a principal causa de câncer de pulmão e importante fator de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), entre outras doenças. Pelo exposto, podemos dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19. Devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença”, ressalta Tomás Garcia.

Além disso, caso o fumante leve as mãos não higienizadas à boca para fumar, pode contrair o vírus. Tabagistas têm seu sistema respiratório prejudicado pelo fumo, e, portanto, se infectados pelo coronavírus, podem ter sua saúde ainda mais ameaçada.

Determinação

Para quem resolver encarar o desafio de parar de fumar, o psicólogo do Hapvida Saúde, Wilton Cabral, recomenda tomar alguns cuidados com as armadilhas do dia a dia. “Nos momentos de estresse é importante procurar se acalmar e entender que situações difíceis sempre vão ocorrer e fumar não será a solução dos seus problemas. Procurar um psicólogo pode contribuir também na minimização da ansiedade”, garante o especialista.

A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. “Nesses momentos, para ajudar, você poderá chupar gelo, escovar os dentes a toda hora, beber água gelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabisque algo ou manuseie objetos pequenos”, orienta o médico.

Além disso, não fique parado – a prática de exercícios ou algum esporte que seja prazeroso na busca da desintoxicação, conversar com um amigo, fazer algo diferente que distraia sua atenção, ajudam significativamente no desafio para parar de fumar.

 

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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