Alunos do Senac AM criam caldo em pó de camarão para temperar iguarias amazônicas

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Um caldo em pó para ser usado como tempero no preparo de pratos da região amazônica. Esse é o produto criado pelos alunos do curso de auxiliar de cozinha do Senac Amazonas, unidade de Manacapuru, distante 68 km de Manaus. Intitulado “Eco Sabor de Manacá”, o projeto faz a utilização total dos resíduos do camarão que seriam descartados para o lixo.

A sazonalidade de camarão regional no município ocorre nos meses de julho a outubro. No período é comum a comercialização do produto nos diversos pontos da cidade, pelos ribeirinhos das localidades próximas as margens do Rio Solimões.

“No município, grande parte dos estabelecimentos de alimentação como restaurantes, lanchonetes, banquinhas de tacacá, aproveitam para estocar este produto nesta época do ano, além da população que valoriza bastante os camarões regionais. Com a grande demanda do produto também é gerado uma grande quantidade de resíduos, sendo despejado no meio ambiente”, destaca a professora, Sigrid Nara Ruiz, que coordenou o projeto.

A partir desse cenário local aliado aos dados do desperdício no Brasil, os alunos buscaram alternativas para contribuir com a sociedade.

“Neste contexto, a turma criou o projeto que visa trazer uma nova alternativa de aproveitamento integral do camarão regional, a partir da utilização dos resíduos, a fim de minimizar a geração destes resíduos contribuindo também para o aumento do consumo de proteína animal, além de fornecer matéria-prima de baixo custo”, ressalta Sigrid.

Os alunos Senac criaram um processo com embasamento teórico sobre a elaboração de um caldo em pó a partir destes resíduos do camarão para que possa ser utilizado na sua totalidade. A professora explica como o produto, já pronto, poderá ser utilizado pelo consumidor.

“Sabemos que a maior parte do aroma e sabor do camarão, concentra-se nas carapaças, mediante esta análise, chegamos ao subproduto do camarão, um caldo em pó com a finalidade de temperar e dar mais sabor as preparações gastronômicas a base de crustáceos tais como, risotos, cremes, sopas, vatapá, salgados, dentre outras”, conta a docente.

De acordo com o projeto, o produto é totalmente desidratado acrescido de ervas e especiarias naturais da região e sem conservantes, por ser um produto seco possui bom tempo de vida útil e utilização, se mantidos em boas condições de embalagem e conservação.

“O produto desenvolvido, um caldo em pó a partir de resíduos de camarão, apresentou bons resultados para os atributos de aroma e sabor, mostrando ser um produto atraente e inovador, com grande potencial mercadológico”, finaliza a professora.

 

Fonte – Fecomércio

Foto – Divulgação

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