CEBDS avalia comprometimento do setor empresarial com a agenda de neutralidade climática e a proteção da Amazônia

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Às vésperas da COP 26, que ocorrerá em Glasgow a partir de 31 de outubro, e em meio a frequentes notícias do aumento do desmatamento ilegal e de queimadas, o Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) realizou uma pesquisa para avaliar como a neutralidade climática e a proteção à maior floresta tropical do mundo vêm sendo tratados entre as algumas das 100 maiores empresas brasileiras, que assinaram o Comunicado
do Setor Empresarial pela Amazônia há um ano.


O questionário foi respondido por 48 delas e mostra que, para 94%, a pauta está ativa nas reuniões de conselho e diretoria. Entre as empresas ouvidas pelo CEBDS, 58% assinaram algum compromisso relacionado à conservação de ecossistemas naturais, 46% assinaram
algum compromisso relacionado à preservação de florestas de algum bioma brasileiro e 56% participam de alguma articulação com órgãos públicos ou instituições relacionadas a temas envolvendo a Amazônia (combate ao desmatamento, valorização e conservação da
biodiversidade ou inclusão econômica de comunidades).

A agenda de Neutralidade Climática defendida pelo CEBDS envolve três grandes temas:
Combate ao Desmatamento (que sozinho responde por 48% do nosso perfil de emissões),

Regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris e criação de um Mercado de Carbono. Em todos eles, a Amazônia, por sua extensão e diversidade, é um ponto crucial e, de acordo com a pesquisa, também é vista como protagonista por algumas das maiores empresas do Brasil.

Microsoft e o Fundo Vale são dois exemplos do setor empresarial que assinaram o
Compromisso e fizeram parte da pesquisa. Recentemente se uniram também ao Imazon para criar a PrevisIA, ferramenta que antecipa informações de regiões com maior risco de desmatamento e incêndios na Amazônia por meio de Inteligência Artificial (IA). A solução tem como objetivo ajudar a proteger a floresta amazônica durante a estação de seca.

“Na Microsoft, acreditamos que a Inteligência Artificial pode auxiliar a resolver desafios do
planeta e da sociedade. A preservação do meio ambiente, sem dúvida, é um desses desafios.

Como parte do nosso compromisso com a biodiversidade, assumimos a responsabilidade pela nossa pegada na Terra e há alguns anos lançamos o programa AI for Good, onde disponibilizamos US$ 165 milhões, durante o período de cinco anos, para fornecer financiamento, tecnologia e especialização para indivíduos e ONGs. As iniciativas desse projeto são divididas em cinco pilares, um deles é o AI for Earth, que, entre as ações apoiadas no Brasil, consta a parceria com o Fundo Vale e o Imazon”, destaca Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

A Vale, que já contribui para proteger quase 1 milhão de hectares de florestas no mundo, dos quais 800 mil na Amazônia, anunciou recentemente que pretende recuperar e proteger mais 500 mil hectares de mata nativa até 2030. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de tornar-se carbono neutra em 2050. E a ferramenta de Inteligência Artificial da Microsoft poderá ajudá-la a atingir a meta florestal.

“A plataforma tem potencial para ser usada na avaliação de projetos de restauração florestal com o objetivo de gerar renda local e, ao mesmo tempo, obter crédito de carbono. E essa iniciativa está totalmente alinhada com nossas ações de combate às mudanças climáticas e com nosso compromisso com a agenda de proteção da Amazônia”, afirma Eduardo  Bartolomeo, CEO da Vale.
Ao longo deste ano após o lançamento do comunicado, o CEBDS também teve avanços em relação aos temas abordados pelo compromisso, destacando-se: o Posicionamento Empresários Pelo Clima entregue ao presidente da COP26 Alok Sharma, a publicação do Guia de CEOs e o posicionamento sobre Sistemas Alimentares, que dentre os diversos pontos relevantes aborda a importância da rastreabilidade da cadeia, o Posicionamento sobre a Lei
Geral do Licenciamento Ambiental – PL 3.729/2004, defendendo cuidados e medidas necessárias na dimensão socioambiental.
Além disso, o setor fez contribuições para a PL 528/2021, que regulamenta o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), e no tema biodiversidade publicou "O
engajamento do Brasil nas negociações na COP 15 de Biodiversidade" com contribuições para
a COP15 e seu novo marco global.

“As mudanças climáticas já são uma realidade e precisamos agir imediatamente, com metas e
compromissos ambiciosos. Nesse sentido, um setor empresarial que se mostra comprometido é fundamental para alcançarmos um futuro de harmonia entre o crescimento econômico e a
preservação do meio ambiente”, finaliza Marina Grossi, presidente do CEBDS.

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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