Dia Nacional de Prevenção à Surdez: Ensino Remoto aumenta inclusão e gera oportunidades

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Relatório do IBGE mostram que pelo menos 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência o que representa quase 25% da população. O último Censo da Educação Superior apontou que houve um aumento de 113% no número de alunos com deficiência matriculados em cursos de graduação entre 2009 e 2018. Educação online está levando pessoas com deficiência a alcançar, inclusive, diploma nos Estados Unidos.

A modalidade de educação online, que ganhou maior respeitabilidade durante 2020 devido à pandemia, já representava uma solução eficaz para formação de pessoas com deficiência no Brasil mesmo antes do cenário pandêmico. O ensino remoto no Brasil, que foi regulamentado há 14 anos, superou pela primeira vez, a oferta de vagas da educação presencial no país. De acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais.

“Quando se trata de inclusão, o ensino remoto facilita a vida das pessoas, principalmente as que convivem com algum tipo de limitação. No ensino superior, por exemplo, esta modalidade representa uma chance de qualificação e até mesmo inclusão destas pessoas no mercado de trabalho de forma mais profissional. Sem dúvida, mais investimentos no ensino via internet fariam a realidade destas pessoas bem melhor”, afirma o especialista em educação e tecnologia Alfredo Freitas que tem mais de 15 anos de experiência.

Em dez anos, o crescimento dos ingressantes em EAD foi de 226%, contra 19% da modalidade presencial, o número superou as expectativas para no ano 2020. Dados recentes mostram que já são quase 10 milhões de brasileiros matriculados no ensino à distância. Número de matrículas pode dobrar no pós-pandemia. O impulso na modalidade de ensino via internet no Brasil, expôs o quão útil e eficaz é a metodologia e obrigou o fim imediato do preconceito com o ensino online, afirma o especialista em educação e tecnologia Alfredo Freitas, que dirige a Universidade Americana totalmente online – Ambra University.

“É importantíssimo e urgente pensarmos a educação da forma mais abrangente possível. É preciso alcançar todos. Sem dúvida a formação online auxilia, e muito, as pessoas com deficiência, inclusive a buscar posição no mercado de trabalho. A pandemia escancarou as distinções na oferta de cursos vida internet, que assim como na modalidade presencial, não são iguais. É preciso estar, no entanto, atento às ofertas que vão, de fato, impulsionar a vida e a carreira profissional”, orienta Alfredo Freitas.

O especialista afirma que o ensino via internet está cada vez mais ganhando espaço no mercado e no mundo acadêmico por conta da flexibilidade e mobilidade o que, segundo ele, está contribuindo para aumentar o acesso das pessoas com deficiência ao ensino superior no Brasil e no mundo. “Em razão do ambiente virtual que colabora com a acessibilidade, principalmente na graduação, o ensino a distância superior cresceu 19,1% no ano passado e os investimentos em tecnologia também vem seguindo o mesmo ritmo”, explica Freitas.

Inclusão Online

Alfredo Freitas pondera que o atual cenário de conectividade está impactando de forma irreversível a educação. Segundo ele, atualmente, um dos maiores desafios do modelo do ensino a distância é a inclusão. Freitas explica que já existem muitas tecnologias da educação desenvolvidas para as pessoas com deficiência com maior capacidade de inclusão e facilitação da aprendizagem.

O Censo EAD de 2018 comprova um movimento neste sentido. Segundo o mapeamento 55,56% das provas são adaptadas; 52,59% dispõe de computadores com recursos de acessibilidade; 28,17% proporcionam lupas e lentes aumento; 23,70% oferecem roteiros de aprendizagem diferenciados; 19,26% concedem material em braile. Freitas pondera, no entanto, que ainda há muito por fazer.

Fim do Preconceito

O primeiro grande desafio é a ruptura de preconceitos com a modalidade de ensino via internet. Para o especialista, a pandemia obrigou o fim do preconceito e abriu um mundo de possibilidades para a educação via internet. Escancarou também como as diferenças sociais e de acesso podem aumentar a distância entre as pessoas e as oportunidades do mercado de trabalho. Exemplo desta realidade ficou demonstrada na pesquisa da DataSenado: contabilizou que quase 20 milhões de alunos deixaram de ter aulas durante a pandemia.

Para Alfredo Freitas, o preconceito com a modalidade de ensino via internet no Brasil já diminuiu em decorrência da pandemia. Para ele, o ensino online manteve em 2020 e 2021 o ano letivo e só não apresentou melhores resultados em razão da falta de investimento público.

“Se os gestores públicos tivessem dado mais atenção e investimentos na educação via internet nos últimos anos, os resultados da educação em 2020 poderiam ter sido ainda melhores. Não há mais espaço para visão de atraso e preconceito com relação a esta modalidade de ensino. O momento mostrou ao Brasil o que o mundo inteiro já havia visto: as vantagens que a internet oferece para a educação”, afirma Alfredo Freitas.

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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