Boa qualidade do manejo nutricional das aves evita descarte de ovos

Variedades

A casca do ovo representa cerca de 10% do peso dos ovos e é composta basicamente por carbonato de cálcio e magnésio, além de outros nutrientes, como fosfato de cálcio, água e sais inorgânicos. À medida que fica mais velha, a ave produz ovos com menor qualidade de casca. As perdas por trincas podem chegar a 10% em lotes com idade avançada. Se houver aumento da frequência de avarias é preciso rever aspectos que abrangem fatores nutricionais, qualidade de água, sanidade, clima, nível de estresse e outros pontos, como instalações, frequência e velocidade da coleta, além do transporte dos ovos”. O alerta é de Verônica Silva, zootecnista da Auster Nutrição Animal.

A eficiência nutricional proporciona ovos com maior qualidade para o mercado, além de interferir diretamente na rentabilidade da granja. Nesse sentido, Verônica explica que no início da vida as aves necessitam consumir dietas com alimentos de alta digestibilidade e qualidade, já que o trato digestório ainda está em desenvolvimento. “Em torno de duas semanas antes do início da postura, as aves devem receber níveis ajustados de cálcio e fósforo para a formação do osso medular, o que proporcionará aporte nutricional para a produção da casca do ovo ao longo da vida. Para a formação do ovo, a ave utiliza cerca de uma grama de cálcio diariamente oriundos de sua dieta e reserva corporal”.

A zootecnista lembra que, com o avançar da idade, as aves produzem ovos maiores e mais pesados, apresentando elevado percentual de gema enquanto a porcentagem de casca e albúmen tende a diminuir. “Nessa fase, o fornecimento de minerais de fontes orgânicas proporciona maior absorção de minerais no trato digestivo, com melhor aproveitamento sobre o desempenho e a qualidade dos ovos. Entre os principais minerais de fontes orgânicas estão selênio, manganês, zinco e ferro”.

É importante que os ovos sejam coletados na frequência adequada. Sua permanência no galpão pode prejudicar a qualidade. Por isso, a zootecnista da Auster apresenta algumas dicas: “Nos galpões convencionais, onde as coletas são manuais, elas devem ser realizadas pelo menos duas vezes ao dia para evitar acúmulo de ovos, enquanto nos galpões automatizados a esteira pode permanecer ligada por maior tempo nos períodos de maior postura de ovos. O maior desafio nessa etapa é em relação à quantidade e à qualidade da mão de obra. Outro ponto importante a ser observado é a manutenção das esteiras e estradas por onde esses ovos passam, pois caso estejam em más condições podem influenciar na formação de trincas nos ovos. Ao chegar à sala de ovos, eles devem ser classificados, lavados, submetidos à ovoscopia, pesados e embalados de acordo com seu peso”.

 

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

 

Deixe um comentário