Campanha cobra de candidatos compromisso com o meio ambiente e contra agrotóxicos

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Construir um processo de conscientização na sociedade sobre a ameaça que representam os agrotóxicos e transgênicos; criar um espaço de construção de unidade entre todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente; criar formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e outras iniciativas legais; pautar na sociedade a necessidade de mudança do atual modelo agrícola que produz comida envenenada para um modelo baseado na agricultura camponesa e agroecológica.

Com esses objetivos, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida ‒ que reúne diversas organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades de classe, entre outros ‒ publicou carta conclamando as candidatas e candidatos a cargos públicos eletivos aos poderes executivo e legislativo a apoiarem a pauta e assinarem a declaração de comprometimento contra a ofensiva que deseja desregulamentar o uso dos agrotóxicos no Brasil com o Pacote do Veneno (PL 6.299/2002) e apoiar a PNaRA (Política Nacional de Redução de Agrotóxicos).

Na declaração de comprometimento, as candidatas e candidatos devem manifestar apoio aos compromissos e as recomendações propostas pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Impactos do uso do agrotóxicos

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida destaca que, desde 2008, o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos na produção agropecuária, consumindo cerca de 20% do total utilizado no planeta.

“Mais de 1 bilhão de litros jogados nas lavouras a cada ano. Entre os tipos de venenos empregados, encontram-se substâncias já proibidas em vários países do mundo devido a seus efeitos nefastos no ambiente e na saúde da população”, diz a carta às candidatas e aos candidatos.

A carta lembra ainda que exposição aos agrotóxicos pode provocar intoxicações agudas, cujas manifestações podem variar desde vômitos e dores de cabeça a parada cardiorrespiratória e morte. Além disso, os recursos públicos são diretamente impactados pelos agrotóxicos, elevando os custos do sistema de saúde e acarretando um ônus incalculável para o ambiente e para toda a sociedade, tanto para atuais quanto para futuras gerações.

Fonte – Ascom/Consea

Foto – Divulgação